Prefeitura encerra 1º Seminário Municipal de Cultura com diálogo dos setores público e privado

“Foram dois dias intensos, onde acolhemos com respeito todas as demandas. A partir de agora, caminharemos juntos, buscando movimentar e fomentar ainda mais o setor cultural, gerando mais postos de trabalho para os trabalhadores da cultura. E, para isso, trago aqui a ordem de execução de pagamento despachada pelo prefeito David Almeida, referente ao Edital Thiago de Mello. Tenho certeza que esses R$ 2 milhões vai movimentar toda economia criativa de Manaus”, destacou o diretor-presidente da Manauscult.

Osvaldo Cardoso comentou que o seminário é uma virada de chave para este NOVO momento do setor cultural em Manaus que passa a contar com o apoio do Ministério da Cultura.

“É um ganho político, e sobretudo um ganho para a gestão pública municipal, porque na gestão do prefeito David Almeida está acontecendo esse processo de mudanças com a Lei de Incentivo, Plano Municipal de Cultura e agora esse primeiro Seminário Municipal de Cultura”, afirmou.

O balanço feito pelo presidente do Concultura é que o primeiro Seminário Municipal de Cultura teve um papel fundamental nesse processo de retomada do debate cultural da cidade, após esses anos de pandemia, como o primeiro momento em que os artistas se reúnem para discutir a política pública, a gestão cultural e as perspectivas para a cultura no município de Manaus.

O eixo do encerramento da programação, “Cidadania e Direitos Culturais”, contemplou pela manhã a palestra ministrada pelo sociólogo Renan Freitas Pinto; seguido de uma mesa-redonda, tendo como debatedores a advogada Nathayni Castro Becil, especialista em Direito Público, José de Arimatéa Passos Lopes, diretor-financeiro da LIGFM, com a mediação de Ricardo Moldes, conselheiro e representante do segmento da dança do Concultura.

Tenório Telles destacou também o ganho artístico muito grande com memoráveis palestras e o diálogo entre os gestores nacionais que vieram na comitiva do Min), que trouxeram boas notícias, com uma boa perspectiva de interlocução com o Estado, com o município e a UNIÃO.

O cacique Kokama Francisco Maricaua trouxe sete membros do Clã de sua família, e ressaltou a importância do seminário para os povos indígenas. “Somos uma das mais representativas forças da cultura local e amazônica, e este seminário faz parte de um NOVO momento em que nós indígenas estamos tendo um diálogo e apoio do poder público municipal, e realizando vários projetos e ações”, analisou o cacique.

Durante a tarde, foi a vez  da  gestora cultural,  Galiana Brasil, do Núcleo de artes Cênicas, Literatura e Música do Itaú Cultural, que proferiu a palestra “Cultura e Desenvolvimento”,  e participou da mesa-redonda juntamente com a cantora e produtora cultural Elisa Maia, Taciano Araripe Soares,  artista da cena, produtor cultural e professor universitário e administrador, e o gestor Luan Menezes, analista técnico do Sebrae-AM,  com mediação do ator e diretor  Francis Madson,  conselheiro representante do segmento do teatro.

“Quando a gente começou a Fundação, realizamos um seminário de revisão crítica da cultura do Amazonas, e a primeira política e a primeira ação do Conselho de Cultura do Estado, analisando as obras propostas sem nenhuma coloração política”, disse Farias, enfatizando que Manaus é um milagre civilizatório no meio da floresta amazônica.

O escritor e poeta, Elson Farias, fez uma participação especial por sua atuação na produção literária do Amazonas, e membro histórico do Clube da Madrugada, além de gestor da antiga Fundação Estadual de Cultura.

Texto – Cristóvão Nonato / Manauscult

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Foto – Aguilar Abecassis / Semcom


Publicado em: 29 de abril de 2023 às 05:01
Categoria(s): Manaus, Prefeitura de Manaus