Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Aceitar
amazonas-virtual-fundo-transparente
  • Amazonas
  • Manaus
  • Câmara Municipal de Manaus
  • Cultura
  • Nacional
Portal Amazonas VirtualPortal Amazonas Virtual
Font ResizerAa
  • Amazonas
  • Manaus
  • Câmara Municipal de Manaus
  • Cultura
  • Nacional
  • Amazonas
  • Manaus
  • Câmara Municipal de Manaus
  • Cultura
  • Nacional
Follow US
Portal Amazonas Virtual > Blog > Nacional > Especialistas divergem sobre propriedade intelectual no uso de IA generativa
Nacional

Especialistas divergem sobre propriedade intelectual no uso de IA generativa

2 de setembro de 2025
Compartilhar
4 Min Lidos
Compartilhar

02/09/2025 – 19:22  

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Reunião da Comissão Especial sobre inteligência Artificial

Especialistas divergiram nesta terça-feira (2) sobre os direitos autorais diante do avanço da inteligência artificial (IA) generativa. O debate foi promovido pela Comissão Especial sobre Inteligência Artificial da Câmara, que analisa o PL 2338/23, já aprovado pelo Senado.

O secretário de Direitos Autorais e Intelectuais do Ministério da Cultura, Marcos Alves de Souza, defendeu que os operadores de IA generativa mantenham registro do material usado no treinamento dos modelos e remunerem os autores de forma inalienável e irrenunciável.

Ele afirmou que o projeto respeita a Constituição ao prever remuneração compensatória, mesmo sem exigir autorização prévia, como estabelece a Lei de Direitos Autorais. Para Souza, a cobrança de direitos deve ocorrer apenas sobre os dados de entrada (input) usados pela IA. “O PL é razoável porque, ao afastar a regra da autorização prévia, ele ainda assim consegue seguir a Constituição,  evitando criar um embaraço para o desenvolvimento tecnológico”, reforçou.

Segundo ele, o Brasil não adota a regra do fair use (uso aceitável), que permite treinar IA sem restrições autorais em outros países. Ele citou decisão do Tribunal de justiça de Santa Catarina, que autorizou a cobrança de direitos autorais de uma empresa que executava músicas geradas por IA.

Souza também defendeu reforço à cláusula de lavagem de dados, para impedir que empresas derivadas de incubadoras universitárias usem dados de pesquisa apenas com fins comerciais.

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Maranhão avalia que a remuneração de direitos autorais PODE afastar investidores

remuneração e modelo tecnológico
O professor Juliano Maranhão, da Universidade de São Paulo (USP), argumentou que o treinamento de IA não viola direitos autorais porque não utiliza obras individuais, mas sim modelos agregados de informação.

Ele avaliou que vincular a remuneração dos criadores ao modelo tradicional de direitos autorais PODE gerar insegurança jurídica e afastar investimentos no setor de IA no Brasil.

Controle por autores
A gerente de políticas públicas da Meta, Margareth Kang, defendeu regras mais flexíveis. Para ela, os autores devem controlar seus conteúdos por meio de ferramentas eletrônicas que bloqueiem o acesso da IA, como o protocolo robots.txt.

“Essa é a solução correta porque o treinamento de modelos requer o uso de conjuntos de dados em escala já que os modelos estão treinados com bilhões de informações publicamente disponíveis na internet. Fica impossível para quem treina os modelos de IA saber definitivamente se aquele dado específico é protegido por direito autoral”, defendeu.

Ela reforçou ainda que a IA generativa não busca reproduzir obras, mas identificar padrões de linguagem.

Mineração de dados
A especialista em IA e direitos autorais Adriana Rollo sugeriu alterar o artigo 63 do projeto. O texto atual permite mineração de dados (data mining) sem violar direitos autorais apenas em empresas sem fins lucrativos.

Ela destacou que 90% das inovações no setor são financiadas por empresas privadas e alertou que a regra PODE prejudicar a competitividade do Brasil no mercado global de IA.

Relatoria
O relator do projeto, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse que ainda vai avaliar as contribuições recebidas e que sua intenção é “aperfeiçoar o texto do Senado” e aprovar uma lei que “não se torne obsoleta”.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Geórgia Moraes

Tags:Nacional
Compartilhe esse Artigo
Facebook Whatsapp Whatsapp LinkedIn Copy Link Print

Mais notícias desta categoria

Nacional

Imóveis ociosos da Previdência poderão ser cedidos para fins sociais

Por publishnowbrasil publishnowbrasil
Nacional

Comissão aprova criação do Selo Social para entidades de assistência social

Por publishnowbrasil publishnowbrasil
Nacional

Comissão aprova assistência jurídica a policiais civis e federais no exercício da função

Por publishnowbrasil publishnowbrasil
Nacional

Comissão aprova realocação de famílias do Minha Casa, Minha Vida expulsas pelo crime

Por publishnowbrasil publishnowbrasil
Nacional

Comissão aprova adaptação de residências para idosos em situação de vulnerabilidade

Por publishnowbrasil publishnowbrasil
Nacional

Sancionado o Código de Defesa do Contribuinte

Por publishnowbrasil publishnowbrasil
Nacional

Comissão aprova projeto que inclui a resiliência no planejamento das cidades

Por publishnowbrasil publishnowbrasil
Nacional

Nova lei busca incentivar o setor cacaueiro nacional

Por publishnowbrasil publishnowbrasil
Nacional

Medida provisória libera R$ 250 milhões a estados prejudicados por chuvas

Por publishnowbrasil publishnowbrasil
Nacional

Vetado novo prazo para regularizar imóvel rural em área de fronteira

Por publishnowbrasil publishnowbrasil
Nacional

Comissão aprova proibição de propaganda com apelo erótico envolvendo crianças e adolescentes

Por publishnowbrasil publishnowbrasil
Nacional

Lei altera composição do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso

Por publishnowbrasil publishnowbrasil
  • Política de privacidade
  • Termo de Uso
  • Como podemos ajudar?
  • Pedido de remoção
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?