Alcançando um marco importante para o fortalecimento da cultura em Manaus, o prefeito David Almeida oficializou, em 2025, a criação dos Corpos Estáveis de Música e dança do Município, os primeiros da história da capital amazonense. A iniciativa, desenvolvida pela atual gestão municipal, consolida uma nova política pública voltada à valorização, formação e profissionalização artística.
Durante a cerimônia de oficialização da criação dos Corpos Estáveis de Música e dança do Município, realizada no dia 13 de agosto de 2025, no mirante Lúcia Almeida, no centro histórico da cidade, o chefe do Executivo municipal não escondeu o orgulho pelo momento.
“Manaus ganha, a cultura ganha, a arte da nossa cidade ganha. É um privilégio ser prefeito no início desse projeto. Começamos o segundo mandato com uma grande conquista para a arte e a cultura. Nossa gestão está de portas abertas para oportunidades, entretenimento e valorização de quem vive da arte”, afirmou David Almeida.
O presidente do Concultura, Tony Medeiros, ressaltou o caráter inédito da ação. “Nunca tivemos um corpo de dança ou orquestra municipal, agora temos. E vamos oferecer cultura, emprego e dignidade para quem vive dela”, destacou.
#paratodosverem – Orquestra municipalDescentralização e inclusão cultural
Além da criação dos Corpos Estáveis e dança do Município, o Concultura implementou, em 2025, uma série de projetos inéditos voltados à descentralização das políticas culturais e à ampliação do acesso à arte em Manaus.
O projeto “Concultura nos Bairros” realizou dez edições ao longo do ano passado, atendendo cerca de 800 pessoas em bairros da capital e comunidades indígenas. A iniciativa promoveu o cadastramento de mais de 580 artistas, orientação sobre a Lei Aldir Blanc, oficinas práticas de elaboração de projetos e portfólios, além de informações sobre abertura de microempreendedor individual (MEI) e participação em editais.
Um dos destaques foi a ação realizada na aldeia Cipiá, que fortaleceu a organização e a autonomia dos fazedores de cultura locais. Já em janeiro deste ano, o projeto iniciou sua primeira edição no Centro Cultural Ceará capoeira, no bairro Coroado, zona Leste, levando orientações práticas sobre editais e oficinas em um encontro marcado pelo diálogo, troca de experiências e valorização das expressões culturais comunitárias.
O impacto das ações é reconhecido pelos próprios fazedores de cultura.“Queremos exaltar o trabalho da Prefeitura de Manaus, especialmente do Conselho Municipal de Cultura, que desenvolve um trabalho muito importante para a capoeira. Somos mais de 200 grupos espalhados pela capital. A capoeira tem sido vista de forma especial pelo poder público, principalmente pelo trabalho social que realizamos com crianças em projetos sociais e escolas”, destacou Guerreiro, instrutor da escola Abadá capoeira Manaus.
#paratodosverem – Corpo de dança municipalCultura erudita, popular e ancestral
Outro projeto de destaque foi a “Orquestra na Floresta”, que promoveu um encontro inédito entre a Orquestra de Câmara de Manaus e o grupo indígena da aldeia Cipiá. O evento reuniu cerca de 200 convidados, entre imprensa, gestores públicos e participantes inscritos, registrando um dos maiores públicos visitantes da história da aldeia e valorizando os saberes tradicionais ao levar a música erudita para o coração da floresta.Por sua vez, o Festival Literário de Manaus (Flim), em sua quarta edição, se consolidou como um dos principais eventos culturais da região. Promovido no Luso Sporting Clube, no centro da cidade, o festival contou com 12 horas de programação gratuita, integrando literatura, cinema e música. Ao todo, 1.500 pessoas participaram das atividades, que incluíram dez ações acadêmicas, apresentações culturais e a participação de 13 expositores, entre livreiros, escritores e poetas, fortalecendo a produção literária amazônica.
Integração entre linguagens artísticas
Projetos como “Hip-Hop na Floresta” e “Samba com Orquestra” reforçaram a integração entre cultura urbana, erudita e popular, promovendo inovação artística e democratização do acesso à cultura.
O Hip-Hop na Floresta contou com a participação de 23 artistas, entre B-boys, DJs, MCs e beatmakers, em uma troca cultural com a comunidade indígena da aldeia Cipiá, envolvendo cerca de 60 participantes, entre moradores, artistas e gestores públicos.
Já o Samba com Orquestra, realizado no Mercado Municipal Adolpho Lisboa, integrou a programação 2025 do projeto “Manaus Faz Cultura” e levou música de concerto e música popular brasileira a um público diverso, formado por frequentadores e turistas. A apresentação destacou o trabalho da Orquestra de Câmara de Manaus, composta por 16 músicos.
Literatura, oralidade e identidade amazônica
O evento “A Maior Poesia de Improviso do Mundo”, promovido pelo Concultura em dezembro de 2025, no Luso Sporting Clube, celebrou os 100 anos do cordel na Amazônia, reunindo grandes nomes do cordel e do repente e fortalecendo o diálogo cultural entre Norte e Nordeste.
O destaque foi o renomado cordelista e repentista Oliveira de Panelas, homenageado por sua contribuição à cultura popular. “Que a nossa palavra seja sempre a verdade. Estou no céu por estar com uma plateia tão especial”, afirmou o artista.
O evento reuniu poetas e repentistas amazonenses, como Gui Cordel, Bento Sales, Julian Repentista, Joel Marinho, Alex Alves, Kayla Alves e Bosco Poeta, com uma programação composta por recitais, desafios poéticos e gravações ao vivo.
O Edital dos Prêmios Literários Cidade de Manaus 2025, em sua 14ª edição, uma das iniciativas mais tradicionais de incentivo à literatura amazonense, também foi destaque, premiando obras inéditas de autores residentes no Amazonas, com dez categorias, cada uma concedendo R$ 8 mil ao vencedor, fortalecendo a identidade cultural amazônica conforme a legislação vigente.
Com esse conjunto de ações, o Concultura reafirma o compromisso da Prefeitura de Manaus com a democratização do acesso à cultura, a valorização dos artistas locais e a construção de uma política cultural inclusiva, inovadora e representativa da diversidade da capital amazonense.
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Texto – Marcilene Frutuoso/Semcom
Fotos – Antonio Pereira/Arquivo Semcom

