O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) registrou 389 resgates de animais silvestres em Manaus ao longo de 2025, por meio da Gerência de Fauna (GFAU). As ocorrências envolveram aves, répteis e mamíferos encontrados em residências, vias públicas, áreas urbanizadas e empreendimentos da capital, conforme o balanço do órgão.
Em comparação com 2024, quando foram registrados 449 resgates, o número de atendimentos em 2025 representa uma redução de aproximadamente 13,4%.
Atuação do Ipaam e orientações
Segundo o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a diminuição não indica, necessariamente, um cenário negativo, podendo estar relacionada a ações contínuas de educação ambiental, maior conscientização da população sobre a convivência com a fauna silvestre e mudanças na dinâmica urbana.
O diretor reforça que a atuação da Gerência de Fauna depende da colaboração da população e que o serviço é exclusivo para animais silvestres. “A Gerência de Fauna do Ipaam realiza o resgate de animais silvestres em situação de risco ou que invadiram áreas urbanas. Não atendemos animais domésticos, como cães e gatos, nem espécies sinantrópicas, como ratos, morcegos e pombos. Por isso, é fundamental que a população saiba diferenciar esses animais e acione corretamente o serviço”, afirma Picanço.
Espécies mais resgatadas
O levantamento aponta que o periquito-asa-branca (Brotogeris versicolurus) lidera com 39 ocorrências; seguido pela mucura (Didelphis marsupialis), com 24 resgates, e pelo pariri (Geotrygon montana), com 22 atendimentos. Também aparecem com frequência o socozinho (Butorides striata), com 18 resgates; a jiboia (Boa constrictor), com 17; a iguana (Iguana iguana), com 15; o periquitão-do-maracanã (Psittacara leucophthalmus) e a rolinha (Columbina), ambos com 14 ocorrências. O gavião-carijó (Rupornis magnirostris) teve 10 resgates, e o frango-d’água (Porphyrio martinica), 9.
Bairros com mais ocorrências
O balanço anual aponta que o bairro Flores concentrou o maior volume de atendimentos, com 28 ocorrências, seguido por Tarumã (22), Cidade Nova (20) e Parque 10 (19). Em seguida aparecem Distrito Industrial I, Nova Cidade e Ponta Negra, com 17 resgates cada, além de Aleixo (16), Coroado (14) e Alvorada (11). Outros bairros da capital também registraram atendimentos ao longo do ano.
A responsável pela GFAU, Sônia Canto, ressalta que o procedimento correto para o atendimento começa com o contato prévio com o órgão. “É importante reforçar que não recebemos animais diretamente em nossa sede. O atendimento é realizado após o envio de foto e localização pelo WhatsApp, o que permite avaliar a situação com mais rapidez e segurança”, afirma.
Cuidados, triagem e devolução
Após o resgate, os animais passam por avaliação técnica e, sempre que possível, são devolvidos ao habitat natural. O assessor ambiental da GFAU, Gilson Tavernard, orienta que a população evite qualquer tipo de manejo inadequado. “Muitas pessoas tentam alimentar os animais encontrados, mas isso PODE causar sérios danos à saúde. Alimentos como pão ou frutas industrializadas não fazem parte da dieta dessas espécies e podem levá-las à morte. O correto é acionar o Ipaam”, ressalta o profissional.
Os animais resgatados são encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), onde passam por triagem, cuidados veterinários e reabilitação. Posteriormente, quando aptos, são devolvidos à natureza em Áreas de Soltura de Animais Silvestres (Asas) devidamente autorizadas.
Como acionar o resgate
Em caso de necessidade, a população deve entrar em contato com a Gerência de Fauna do Ipaam pelo WhatsApp (92) 98438-7964, enviando foto e localização do animal. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h.
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