Mais uma etapa do programa “escola de Transporte Inclusivo”, da Prefeitura de Manaus, foi realizada, nesta terça-feira, 3/2, desta vez na empresa Vega. A ação, coordenada pelo do Instituto Municipal de mobilidade urbana (IMMU), levou treinamento a cerca de 30 operadores do sistema de transporte coletivo, entre motoristas e cobradores, com foco no atendimento humanizado a idosos, Pessoas com Deficiência (PcDs) e pessoas com doenças ocultas.
Durante a capacitação, os participantes passaram por uma experiência prática e sensorial, que simulou situações vivenciadas diariamente por esses públicos no transporte coletivo. A proposta do programa é justamente promover a empatia por meio da vivência, fazendo com que motoristas e cobradores compreendam, na prática, os desafios enfrentados por pessoas com limitações de mobilidade, deficiência visual, auditiva ou condições não aparentes.
O conteúdo também chamou a atenção para as chamadas doenças ocultas, condições que não são visíveis, mas que impactam diretamente a mobilidade e o bem-estar dos passageiros, alertando os operadores para a necessidade de sensibilidade, escuta e compreensão no atendimento cotidiano.
A vice-presidente do IMMU, Viviane Cabral, destacou que a iniciativa será ampliada para todo o sistema. “Essas ações serão realizadas em todas as garagens e vão alcançar os quase cinco mil operadores do transporte coletivo. Nosso objetivo é garantir que todos estejam preparados para oferecer um atendimento mais humano, respeitoso e inclusivo à população”, afirmou.
O presidente do Conselho Municipal da pessoa com deficiência, Magno Sancho, parabenizou a iniciativa e ressaltou a importância do contato direto com os profissionais do transporte. “Para nós, pessoas com deficiência, esse tipo de ação é fundamental. Esse diálogo direto com motoristas e cobradores faz toda a diferença, porque são eles que estão no dia a dia conosco, lidando com nossas necessidades e dificuldades”, pontuou.
Entre os participantes, o motorista Timóteo Nogueira avaliou a experiência como extremamente positiva. “Foi uma vivência muito proveitosa. Eu atendo diariamente cadeirantes e pessoas com limitações de locomoção, mas aqui a gente consegue sentir na pele o que essas pessoas passam todos os dias. Isso muda completamente a forma como a gente enxerga o nosso trabalho”, relatou.
O programa “escola de Transporte Inclusivo” reforça o compromisso da prefeitura com a qualificação contínua dos operadores e com a construção de um transporte público mais acessível, humano e acolhedor, garantindo mais dignidade e respeito aos usuários do sistema.
#paratodosverem – Treinamento na prática— — —
Texto e fotos – Naira Nascimento/IMMU

