Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Aceitar
amazonas-virtual-fundo-transparente
  • Amazonas
  • Manaus
  • Câmara Municipal de Manaus
  • Cultura
  • Nacional
Portal Amazonas VirtualPortal Amazonas Virtual
Font ResizerAa
  • Amazonas
  • Manaus
  • Câmara Municipal de Manaus
  • Cultura
  • Nacional
  • Amazonas
  • Manaus
  • Câmara Municipal de Manaus
  • Cultura
  • Nacional
Follow US
Portal Amazonas Virtual > Blog > Amazonas > Cura Amazônia: Duhigó e Rember iniciam pinturas nas empenas dos edifícios Mônaco e Monte Carlo
Amazonas

Cura Amazônia: Duhigó e Rember iniciam pinturas nas empenas dos edifícios Mônaco e Monte Carlo

8 de agosto de 2024
Compartilhar
7 Min Lidos
Compartilhar

Há 9 minutos

Os prédios, localizados no Centro de Manaus, passam a compor Mirante de Arte Mural Amazônica, iniciativa apoiada pelo Governo do Amazonas

FOTOS: Divulgação/ Secretaria de Cultura e economia CriativaCom início na quarta-feira (07/08), o Mirante de Arte Mural Amazônica, criado pelo Circuito Urbano de Arte – Cura Amazônia, em 2023, e com vista do Largo de São Sebastião, no Centro de Manaus, se preparou para receber os artistas Duhigó e Rember Yahuarcani, que deram início às pinturas das empenas dos edifícios Mônaco e Monte Carlo, respectivamente, localizados na avenida Getúlio Vargas, Centro, zona sul de Manaus.

A iniciativa tem apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e economia criativa. Com o patrocínio master da empresa Shell, o Cura Amaz convoca a capital do Amazonas para viver, ao longo de 11 dias, mais uma transformação inspiradora da paisagem. Responsável pela empena do edifício Mônaco, Duhigó, nascida na aldeia Paricachoeira, município de São Gabriel da Cachoeira (distante 852 quilômetros de Manaus), é filha de pai Tukano e mãe Dessana.

FOTO: Divulgação/ Secretaria de Cultura e economia criativa

Em Manaus desde 1995, Duhigó concluiu o curso de Pintura na escola de Arte do Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura da Amazônia, em 2005, e se tornou a primeira indígena da etnia Tukano a se profissionalizar nas artes visuais. De lá para cá, em suas obras, ela busca expressar a memória do seu povo e seus ancestrais para que a cultura Tukano não desapareça.

Importância

Já em 2018, ela se tornou a primeira artista Tukano a participar da Bienal Naifs do Brasil, a mais importante da América Latina, onde também expôs seu trabalho no ano de 2020. Em 2019 e 2020, ela também participou da exposição itinerante ‘VaiVém’, que circulou pelo Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, Belo Horizonte e Distrito Federal. Com a obra ‘Nepũ Arquepũ’ (‘REDE Macaco’, na língua Tukano), ela narra uma cena da sua infância que ficou guardada na memória: o ritual de nascimento de um bebê Tukano.

A obra foi adquirida por colecionadores, que a doaram para o museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, o Masp. Assim, ela se torna a primeira mulher indígena amazonense a integrar o acervo do mais importante museu da América Latina e do Hemisfério Sul. Em 2022, Duhigó entra para o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo, com a obra ‘Máscara de Ritual I’, e em 2024, participa no Pavilhão da Bolívia na Bienal de Veneza, o mais tradicional e importante evento de artes visuais do mundo.

Quando perguntada sobre o poder da sua arte, ela se volta aos ancestrais. “Na minha vida, busquei, por meio do meu espírito, lembranças dos antepassados. E o que peço é força para que possa trazer coisas boas para a nova geração. Minha arte é um canal pra mostrar minha mente espiritual, dos meus antepassados”, comenta ela.

Potência

Responsável pela empena do edifício Monte Carlo, Rember Yahuarcani nasceu em Pebas, um distrito de Loreto, no Peru. Desde 2003, ele exibe individual e coletivamente em museus e galerias de arte na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia e, em 2024, compôs a Bienal de Veneza, além de atuar como curador.

FOTO: Divulgação/ Secretaria de Cultura e economia criativa

Ao chegar nesses espaços, potencializada por um movimento, uma corrente global de artistas, produtores, curadores e pensadores, a arte indígena tem sido uma poderosa ferramenta coletiva que propõe novos parâmetros para revisitar os cânones e possibilitando uma reflexão a respeito do que tem sido os últimos séculos de apropriação das estéticas, mitos, conhecimentos e medicinas.

Rember se junta a esta corrente e faz da arte indígena seu espaço de autorrepresentação, o primeiro espaço, segundo ele, em que foi permitido aos indígenas falar em primeira pessoa. O artista acredita que a arte, em especial, a pintura, permite a transmissão da voz dos ancestrais, em cada palavra, gesto e traço. Em sua obra, são os antepassados que falam em primeira pessoa. “Não há como convidar ao estético se não se fala de materiais e poderes invisíveis porque a arte indígena transporta o conhecimento dos nossos ancestrais”, conta.

Artista autodidata, Rember nasceu em família de artistas, carrega a técnica e as cosmovisões de seus antepassados. É na cosmologia Uitoto que ele encontra inspiração, principalmente nas cosmologias relacionadas ao clã Aymenú, ao qual pertence. “Minha obra é tudo o que vejo na floresta”. Em suas telas, está expressa a visão que oferece a floresta, seus mitos e histórias, onde se encontram todas as respostas. São conhecimentos vivos e em constante transformação, em que não se separa o material e o imaterial, o visível e o invisível.

Primeira edição

Em sua estreia na cidade, em 2023, o Cura Amazônia pediu licença para entrar no território histórico do Largo de São Sebastião, complexo arquitetônico que abriga o patrimônio brasileiro. Lá, semeou pensamentos e imagens germinantes com saberes dos povos indígenas da Amazônia.

Aliando-se à cena local de arte urbana, o Cura, também em 2023, com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e economia criativa, transformou duas empenas em murais de arte, com obras dos artistas indígenas: Denilson Baniwa, nascido em Barcelos (AM), e Olinda Silvano, do Peru. Trouxe ainda as “Entidades”, uma instalação do roraimense Jaider Esbell. Com eles, saberes e mistérios habitaram o Largo São Sebastião.

Tags:BarcelosGoverno do AmazonasManausmanchetesao gabriel da cachoeira
Compartilhe esse Artigo
Facebook Whatsapp Whatsapp LinkedIn Copy Link Print

Mais notícias desta categoria

Amazonas

Balança Comercial do Amazonas registra US$ 1,56 bilhão em janeiro de 2026

Por administrador
Amazonas

Secretaria de Educação realiza 2ª edição do prêmio “Educadores que Transformam” e homenageia 32 professores da rede estadual

Por administrador
Amazonas

Governador Wilson Lima inaugura Centro de Lazer Noca e Maroca, na zona norte de Manaus

Por administrador
Amazonas

PMAM qualifica 20 militares de diferentes forças para atuação com cães farejadores

Por administrador
Amazonas

Estudantes da rede estadual iniciam ano letivo no novo Centro de Educação de Tempo Integral em Autazes

Por administrador
Amazonas

Polícia Civil divulga imagem de adolescente que desapareceu após ser deixada em escola no bairro Parque 10

Por administrador
Amazonas

IML procura por familiares de Paulo José Goés

Por administrador
Amazonas

Idam inicia 2026 com emissão de 2.578 Cartões do Produtor Primário (CPP)

Por administrador
Amazonas

Sema instala câmeras trap em Unidades de Conservação da BR-319 para fortalecer monitoramento da fauna

Por administrador
Amazonas

Carnaval na Floresta 2026: Desfiles do Acesso B levam fé, Amazônia e empoderamento feminino à Avenida

Por administrador
Amazonas

Vila Aberta Para Todos e futebol de mesa movimentam o fim de semana com esporte, lazer e cidadania

Por administrador
Amazonas

Em Autazes, governador Wilson Lima inaugura Centro de Educação de Tempo Integral com capacidade para 920 alunos

Por administrador
  • Política de privacidade
  • Termo de Uso
  • Como podemos ajudar?
  • Pedido de remoção
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?