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Portal Amazonas Virtual > Blog > Amazonas > Identificação de corpo marca primeira parceria interestadual na Genética Forense do Amazonas
Amazonas

Identificação de corpo marca primeira parceria interestadual na Genética Forense do Amazonas

17 de fevereiro de 2025
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7 Min Lidos
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Há 50 segundos

Viviane Ferreira, desaparecida desde 2022, foi identificada por meio do cruzamento de dados no Banco Nacional de Perfis Genéticos

FOTO: Alex Pazuello/SECOM

O Laboratório de Genética Forense, do Governo do Amazonas, alcançou um feito inédito ao identificar, pela primeira vez, um corpo através de uma parceria interestadual. A identificação de Viviane Ferreira foi possível graças à colaboração entre o Banco de Perfis Genéticos do Amazonas e o Laboratório do Estado do Paraná, que permitiu o cruzamento de dados no Banco Nacional de Perfis Genéticos.

Viviane Ferreira, desaparecida desde 2022, foi identificada por meio do cruzamento de perfis genéticos entre diferentes estados. A tecnologia, que utiliza material biológico para reconhecimento, possibilita a identificação mesmo na ausência de referências visuais ou documentais.

A gerente do Laboratório de Genética Forense, do Instituto de Criminalística Lorena dos Santos Baptista (IC-LSB), perita criminal Daniela Koshikene, destacou que a identificação só foi possível devido ao armazenamento de mais de 1,2 mil perfis genéticos de restos mortais não identificados no Amazonas. Esses perfis são comparados com os de familiares, em nível estadual, nacional e até internacional.

FOTO: Alex Pazuello/SECOM

“Incluímos o material do cadáver não identificado no banco de dados, que nos permitiu estabelecer uma relação de maternidade com a mãe, possibilitando a identificação. Ela foi localizada através da campanha de desaparecidos, assim como outras famílias. O trabalho da perícia no Amazonas, com o IML coletando fragmentos dos corpos, tem sido fundamental e é consolidado para identificar até mesmo pessoas desaparecidas há anos, funcionando de forma integrada conosco”, disse.

De acordo com o diretor do Instituto Médico Legal (IML), Sérgio Machado, o processo de identificação de corpos começa no IML, onde, ao dar entrada, cada pessoa falecida e não identificada passa por exames obrigatórios. Estes exames visam não apenas diagnosticar a causa da morte, mas também tentar, por meio de critérios científicos, determinar a identidade do falecido. Como parte desse processo, os perfis genéticos das amostras são encaminhados ao IC para análises detalhadas.

FOTO: Alex Pazuello/SECOM

“Por se tratar de uma pessoa desaparecida em estágio de esqueletização, fica muito difícil identificá-la pelos meios tradicionais, como documentos com foto. Temos a obrigação legal de determinar a causa da morte e, tão importante quanto isso, identificar a pessoa. Encaminhamos o caso para o nosso setor de antropologia, e a partir daí começamos a trabalhar na identificação. Nesse caso, utilizamos o avanço do DNA. Coletamos o material genético e enviamos para o laboratório de genética, que inseriu os dados no banco de DNA”, explicou o diretor.

Além da análise de DNA, outros métodos, como exames odontológicos e antropológicos, também são aplicados para traçar perfis biológicos que possam auxiliar na identificação. O trabalho conjunto entre o IML e o IC reforça a importância da ciência forense na elucidação de casos e no fornecimento de respostas para famílias que buscam encerramento para suas histórias.

FOTO: Alex Pazuello/SECOM

“O Departamento de polícia Técnico-Científica conta com três institutos responsáveis pela identificação de corpos: o Instituto de Identificação, que atua com necropapiloscopia; o Instituto de Criminalística, que realiza exames de DNA; e o Instituto Médico Legal (IML), que utiliza a Odontologia Legal. A integração entre essas áreas é essencial para agilizar a liberação de vítimas não identificadas”, ressaltou a diretora do DPTC, Sanmya leite.

Caso identificado

O corpo identificado de Viviane Ferreira, de 20 anos, que estava desaparecida desde 2022, será entregue à família, encerrando um longo período de incerteza e sofrimento.

A jovem desapareceu em Lindóia, no município de Itacoatiara (a 176 quilômetros de Manaus). A mãe da jovem, que atualmente mora no Paraná, cadastrou o DNA no Banco Nacional de Perfis Genéticos, o que permitiu o cruzamento de informações entre os estados e a confirmação da identidade.

FOTOS: Alex Pazuello/SECOM“Essa mãe entrou em contato conosco e estamos aguardando para informá-la sobre o local onde o corpo está. Vamos mostrar a ela quando e como o corpo foi encontrado, além do respeito que tivemos com a pessoa. O objetivo de todo o nosso trabalho é entregar o corpo à família, encerrando o sofrimento da mãe e, assim, finalizando também a busca pela filha”, ressaltou o diretor do IML, Sergio Machado.

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas reforça que a parceria pioneira no Amazonas abre caminho para futuras colaborações com outros estados, sendo este apenas o primeiro de muitos casos que a integração de dados PODE ajudar a resolver, ampliando a capacidade de identificação de vítimas e contribuindo para a solução de desaparecimentos em nível nacional.

Cadastro genético

A SSP-AM também destaca a relevância do cadastro de dados genéticos por parte de familiares de pessoas desaparecidas, uma iniciativa que PODE agilizar significativamente o processo de identificação. Atualmente, no estado, apenas 383 famílias realizaram esse cadastro, um número ainda baixo considerando que o banco de dados do Instituto de Criminalística do Amazonas já possui mais de 1,2 mil restos mortais não identificados.

“Qualquer família com um desaparecido PODE nos procurar. Recebemos um grande número de famílias à procura de pessoas desaparecidas ou não identificadas. Para isso, basta que a família traga um documento de identidade e uma requisição. Coletamos uma gota de sangue, e o exame PODE ser feito sem a necessidade de estar em jejum”, enfatizou a perita Daniela Koshikene.

FOTOS: Alex Pazuello/SecomAs famílias que têm pessoas desaparecidas podem solicitar nas delegacias da área ou na delegacia Especializada de Ordem e política social (Deops), uma requisição de exame de DNA. A partir desta solicitação, os familiares devem comparecer no laboratório para coleta do material genético, análise pericial e início das buscas no banco de perfil genético.

O Laboratório de Genética Forense fica no mesmo complexo do IML, na avenida Noel Nutels, bairro Cidade Nova, na zona norte de Manaus, das 8h às 17h.

Tags:manchete
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