Servidores realizarão atividades de educação sanitária na feira da Panair e no Ramal do Pau-Rosa

Foto: Divulgação/Adaf
A Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) vai levar informações sobre a mosca-da-carambola a feirantes da Panair, no Centro de Manaus, e produtores do Ramal do Pau-Rosa, na rodovia BR-174, respectivamente, na sexta-feira (30/01) e no sábado (31/01). A ação faz parte da intensificação das atividades de educação sanitária desenvolvidas pela autarquia para evitar o transporte irregular de frutos hospedeiros da praga, detectada no município de Rio Preto da Eva (a 57 quilômetros de Manaus), em dezembro de 2025. O combate à praga é coordenado pelo Ministério da agricultura e pecuária (Mapa).
A estratégia da agência é percorrer locais de grande concentração de pessoas, como feiras, portos e associações de produtores, para levar esclarecimentos sobre os riscos e proibições. A medida se alinha à portaria do Mapa, que pôs três municípios amazonenses sob quarentena, ou seja, ficam proibidos de exportar frutos hospedeiros da praga para qualquer outro lugar. “A Adaf tem atuado nas feiras justamente por serem um centro de distribuição desses produtos. A gente quer levar (a situação) a conhecimento desse público para que as pessoas não levem para outros municípios os hospedeiros da mosca”, destaca o gerente de Defesa Vegetal da agência, Sivandro Campos.
No dia 9 de janeiro, servidores da agência se reuniram com fiscais, coordenadores e permissionários da Feira da Manaus Moderna para explicar o que a população deve fazer para ajudar no combate à mosca. A ação foi realizada em parceria com a Secretaria Municipal de agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc). Na próxima sexta-feira (30), a atividade será levada à feira da Panair e, no sábado (31), a propriedades do Ramal do Pau-Rosa.


A mosca-da-carambola tem mais de 40 espécies hospedeiras e todas estão proibidas de sair dos municípios de Itacoatiara, Manaus e Rio Preto da Eva, segundo a portaria do Mapa nº 1.503, de 19 de dezembro. “Além disso, já estamos atuando nas ações de supressão e erradicação da praga em Rio Preto da Eva, área do foco, coordenadas pelo Mapa, com apoio das Superintendências Federais de agricultura e pecuária do Amazonas e Roraima e da Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr)”, explica o gerente.
As ações de supressão incluem o aumento das armadilhas usadas para atrair a mosca, especialmente nas áreas de quarentena, e a frequência do monitoramento delas. A erradicação consiste na captura dos insetos nessas armadilhas tipo McPhail e Iscapet, que possuem inseticida.
Na área com foco, também está sendo realizada a coleta de todos os frutos hospedeiros da praga, que são armazenados em sacos de alta densidade, mantidos fechados em local quente por sete dias, e descartados em aterro sanitário. Se houver larvas da mosca-da-carambola no interior desses frutos, essa medida permite que elas sejam eliminadas.
A Adaf reforça que a praga não oferece risco à saúde humana, mas representa uma grave ameaça à economia do estado e do País, dado seu potencial destrutivo para a fruticultura. Entre suas mais de 30 espécies hospedeiras estão a carambola, manga, tomate, mamão, goiaba, pimenta-de-cheiro, acerola e laranja.
