segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Esportes

Arena da Amazônia: 10 curiosidades sobre um dos principais estádios do Amazonas

A Arena da Amazônia, em Manaus, é um dos principais estádios da Região Norte. Conheça a história, a arquitetura, os eventos internacionais e as curiosidades do espaço que substituiu o antigo Vivaldão.

A Arena da Amazônia é um dos principais estádios do Amazonas e um dos símbolos da infraestrutura esportiva construída no Brasil para a Copa do Mundo de 2014. Localizado em Manaus, o espaço foi projetado para receber grandes partidas de futebol e eventos de diferentes áreas, além de representar elementos associados à cultura e à paisagem amazônica.

Inaugurado em 9 de março de 2014, o estádio ocupa o mesmo terreno onde funcionava o Estádio Vivaldo Lima, conhecido popularmente como Vivaldão. A homenagem ao antigo estádio foi preservada no nome oficial da arena: Arena da Amazônia – Vivaldo Lima. A capacidade é de aproximadamente 44 mil torcedores, número que pode variar de acordo com a configuração do evento. (manaus.am.gov.br)

1. O estádio foi construído no lugar do Vivaldão

Antes da Arena da Amazônia, o principal palco do futebol em Manaus era o Estádio Vivaldo Lima. O local recebeu partidas importantes do futebol amazonense e era conhecido pela população como Vivaldão. Com a escolha de Manaus como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, o antigo estádio foi demolido para dar lugar a uma estrutura moderna.

A decisão manteve a área tradicionalmente associada ao esporte na capital amazonense. O novo projeto também foi integrado a um complexo que reúne outros equipamentos, como o Sambódromo de Manaus, a Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira e o Centro de Convenções do Amazonas. (manaus.am.gov.br)

2. A arquitetura faz referência a um cesto de palha

Uma das características mais conhecidas da Arena da Amazônia é o formato da cobertura. O desenho foi inspirado em um grande cesto de palha, objeto associado ao artesanato e às tradições dos povos da região. A estrutura externa combina linhas curvas e uma cobertura clara, criando uma aparência que remete à trama de fibras naturais.

A proposta arquitetônica também buscou relacionar o estádio à floresta amazônica. Em vez de reproduzir apenas um modelo convencional de arena esportiva, o projeto incorporou referências visuais à natureza, às cores e ao artesanato regional. O resultado é uma construção que se tornou facilmente identificável na paisagem urbana de Manaus.

3. As cores dos assentos lembram a fauna e a flora amazônicas

O interior do estádio segue a mesma lógica de integração com a identidade regional. Os assentos combinam tons de amarelo, laranja e vermelho. Segundo a descrição divulgada pela Prefeitura de Manaus, as cores fazem referência à fauna, às frutas e à diversidade natural da Amazônia.

A escolha cromática também cria um efeito visual marcante quando as arquibancadas estão parcialmente ocupadas. Em vez de uma única cor predominante, o estádio apresenta uma composição multicolorida, que reforça a intenção de diferenciar a arena de outras construções esportivas do país. (manaus.am.gov.br)

4. A Arena recebeu quatro partidas da Copa do Mundo de 2014

Manaus foi uma das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. Na Arena da Amazônia, foram disputadas quatro partidas da fase de grupos: Inglaterra x Itália, Camarões x Croácia, Estados Unidos x Portugal e Honduras x Suíça.

O jogo entre Estados Unidos e Portugal, realizado em 22 de junho de 2014, ficou marcado pelo empate por 2 a 2 e pelo gol português nos minutos finais. Já a partida entre Honduras e Suíça terminou com vitória suíça por 3 a 0, com três gols de Xherdan Shaqiri. O atacante se tornou o primeiro jogador a marcar um hat-trick em uma partida de Copa disputada em Manaus. (fifa.com)

A realização dos jogos colocou a capital amazonense no centro da atenção internacional. A cidade recebeu torcedores e delegações estrangeiras, enquanto a arena passou a ser associada a partidas de seleções tradicionais do futebol mundial.

5. O estádio também sediou partidas dos Jogos Olímpicos

Dois anos depois da Copa do Mundo, a Arena da Amazônia voltou a receber uma competição internacional. Em 2016, Manaus foi uma das cidades brasileiras escolhidas para sediar partidas do torneio de futebol dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

A competição olímpica foi realizada em diferentes capitais brasileiras, além do Rio de Janeiro. A presença de Manaus no calendário ampliou o uso do estádio e consolidou a arena como um equipamento capaz de receber eventos esportivos de grande porte. (library.olympics.com)

6. A cobertura usa uma membrana translúcida

A cobertura e parte da fachada utilizam uma membrana feita de fibra de vidro revestida com politetrafluoretileno, conhecido pela sigla PTFE. O material foi escolhido por suas características de resistência e pela capacidade de permitir a passagem de luz natural.

Durante a construção, o Governo do Amazonas informou que a membrana seria instalada em centenas de peças, formando uma superfície de aproximadamente 31 mil metros quadrados. A translucidez da cobertura foi apresentada como uma solução capaz de melhorar a iluminação interna e contribuir para a redução do uso de energia elétrica durante o dia. (ciama.am.gov.br)

7. O projeto incorporou soluções de sustentabilidade

A Arena da Amazônia foi planejada com recursos voltados à redução do consumo de água e energia. Entre as soluções divulgadas estão o aproveitamento da água da chuva, a estação de tratamento de esgoto e o uso de ventilação natural em áreas do estádio.

O sistema de ventilação é especialmente relevante em uma cidade de clima quente e úmido. A concepção do projeto buscou favorecer a circulação de ar e reduzir a dependência de equipamentos de climatização em determinados espaços. A cobertura translúcida também foi incluída entre as estratégias de aproveitamento da iluminação natural.

Além dos recursos ambientais, o estádio foi entregue com acessibilidade, elevadores, camarotes, restaurante e estacionamento subterrâneo. A Prefeitura de Manaus informou, na descrição do equipamento, a existência de cerca de 400 vagas subterrâneas. (manaus.am.gov.br)

8. O estádio tem capacidade para cerca de 44 mil pessoas

A capacidade da Arena da Amazônia é frequentemente apresentada em torno de 44 mil lugares. Em informações institucionais, o número aparece como 44.351 torcedores, enquanto materiais relacionados à Copa do Mundo indicam capacidade próxima de 44.500 assentos.

A diferença entre os números está relacionada à configuração adotada para cada competição ou evento. Em partidas de futebol, shows e outras atividades, áreas técnicas, espaços de imprensa, setores de segurança e estruturas temporárias podem alterar a quantidade de lugares disponíveis.

Mesmo com essa variação, a arena permanece entre os maiores estádios da Região Norte e é o principal equipamento esportivo de grande capacidade da capital amazonense.

9. O nome preserva a memória de Vivaldo Lima

O nome Vivaldo Lima não foi abandonado com a construção do novo estádio. Ele permanece na denominação oficial da arena como forma de preservar a memória do antigo equipamento e a relação de Vivaldo Lima com o futebol do Amazonas.

A manutenção do nome representa uma ligação entre duas fases da história esportiva de Manaus: o período do Vivaldão, marcado pela tradição do futebol local, e a etapa iniciada com a construção da arena para eventos nacionais e internacionais.

10. A Arena foi reconhecida por seu projeto arquitetônico

Em fevereiro de 2015, a Arena da Amazônia foi escolhida como o segundo melhor estádio do ano de 2014 em uma votação promovida pelo site especializado StadiumDB. O reconhecimento considerou arenas inauguradas naquele período e destacou o projeto arquitetônico do estádio amazonense.

A premiação ajudou a projetar internacionalmente a imagem da arena, que já havia ganhado visibilidade por sediar partidas da Copa do Mundo. O destaque não esteve apenas relacionado à capacidade do estádio, mas também à aparência externa, ao conceito inspirado na cultura amazônica e às soluções construtivas adotadas.

Um estádio ligado à história recente do Amazonas

Mais do que uma obra construída para um torneio específico, a Arena da Amazônia passou a integrar a identidade esportiva e urbana de Manaus. A arena recebeu competições internacionais, jogos de clubes, eventos culturais e atividades de grande público.

Em 2024, uma lei estadual declarou a Arena da Amazônia como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Amazonas. A medida reconheceu a importância simbólica do estádio para o estado e sua relação com a memória recente do esporte amazonense. (legisla.imprensaoficial.am.gov.br)

A história do estádio também está relacionada ao crescimento do futebol local e à busca por espaços adequados para competições nacionais. Embora tenha sido projetada para receber grandes eventos, a Arena da Amazônia continua vinculada ao cotidiano esportivo de Manaus e aos clubes do estado.

Com arquitetura inspirada em elementos regionais, capacidade para dezenas de milhares de torcedores e participação em dois dos maiores eventos esportivos do mundo, a Arena da Amazônia se tornou uma referência do Amazonas. O estádio reúne, em uma mesma construção, a memória do antigo Vivaldão, a projeção internacional da Copa de 2014 e a presença de Manaus no calendário esportivo brasileiro.