A trajetória de Paula Litaiff reúne diferentes dimensões da comunicação e tem a Amazônia como referência recorrente. Jornalista natural de Manaus, ela passou por redações, rádio e televisão, atuou como comentarista e colaborou com veículos de alcance nacional. Também se dedicou à pesquisa acadêmica e à direção de um projeto editorial voltado à região.
Fundadora da Rede Cenarium e diretora-geral da Revista Cenarium, Paula é mestre em Sociedade e Cultura da Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Seus perfis institucionais registram cerca de duas décadas de experiência em Comunicação Social, em uma carreira que combina reportagem, interpretação de fatos políticos, gestão de equipes e produção de conhecimento.
Formação ligada à sociedade e às instituições
Paula é graduada em Jornalismo e possui formação especializada em Gestão Social: Políticas Públicas e Defesa de Direitos. O perfil divulgado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) também registra especialização em Ciências Políticas.
Esse percurso acadêmico reúne áreas relacionadas à compreensão das instituições, das desigualdades e das relações entre sociedade e poder. A formação acompanha uma atuação profissional que passou por temas como segurança pública, política, direitos humanos, questões socioambientais e participação social na Amazônia.
O mestrado em Sociedade e Cultura da Amazônia, concluído na Ufam, acrescentou à carreira uma frente de investigação universitária. A pesquisa foi dedicada à resistência de mulheres indígenas Kokama, com atenção às lideranças femininas do Parque das Tribos, em Manaus.
Em junho de 2025, a Ufam divulgou um vídeo documental relacionado à dissertação. O trabalho aproximou o conteúdo da pesquisa acadêmica da linguagem audiovisual e ampliou as formas de apresentação do estudo sobre as mulheres indígenas.
Experiência em jornais e na cobertura política
Antes de assumir funções de direção editorial, Paula trabalhou como repórter nos jornais Diário do Amazonas, A Crítica e Amazonas Em Tempo. Nas redações, atuou nas editorias de Polícia, Cidades e Política.
As áreas cobertas colocaram a jornalista em contato com acontecimentos da vida urbana, episódios ligados à segurança pública e temas relacionados ao poder político no Amazonas. A experiência em diferentes editorias também compôs a base de sua atuação posterior como comentarista e analista.
A carreira se estendeu para o rádio e a televisão. Paula atuou como comentarista na TV NC News, na Rádio BandNews e na TV Onda Digital. O currículo registra ainda colaborações com O Globo, Estadão e UOL.
Essas participações estabeleceram uma conexão entre a experiência construída no jornalismo regional e a cobertura destinada a públicos de outras partes do país. A atuação como comentarista acrescentou à rotina de apuração a interpretação de acontecimentos políticos e sociais.
Participação em documentário sobre o Amazonas
Um dos trabalhos de maior circulação internacional na trajetória de Paula foi a participação na série documental “Bandidos na TV”, conhecida em inglês como “Killer Ratings” e disponibilizada pela Netflix.
A produção aborda o caso Wallace Souza, no Amazonas. Paula participou como uma das profissionais que relataram os acontecimentos à equipe do documentário, contribuindo com a experiência acumulada na cobertura jornalística do caso.
A participação levou ao público de diferentes países informações apresentadas por profissionais que acompanharam o episódio a partir do jornalismo. O trabalho também integra a trajetória de Paula em produções que ultrapassaram o circuito dos veículos regionais.
Da reportagem à direção de um projeto editorial
Na área de gestão, Paula fundou a Rede Cenarium, sediada na Amazônia, e passou a dirigir a estrutura editorial do grupo. O projeto reúne revista eletrônica, revista impressa, agência de notícias e TV web.
Como diretora-geral da Revista Cenarium, ela assumiu responsabilidades relacionadas à condução de equipes, ao planejamento de projetos e à organização de produtos jornalísticos. A função ampliou sua atuação para além da produção individual de reportagens, comentários e editoriais.
A cobertura da Cenarium inclui questões socioambientais, povos tradicionais, direitos humanos, reportagens investigativas e jornalismo de dados. O veículo acompanha temas relacionados ao território amazônico e às decisões políticas e econômicas que afetam suas populações.
A rede conta com profissionais em diferentes cidades da Amazônia brasileira. Nesse modelo, a produção jornalística é estruturada a partir de uma perspectiva regional, sem deixar de tratar de assuntos que se relacionam com debates nacionais.
Segurança como parte do trabalho jornalístico
A experiência de gestão também aparece na discussão sobre as condições necessárias para a cobertura em territórios sensíveis. Em julho de 2025, Paula participou como palestrante do 20º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, realizado em São Paulo.
Ela integrou uma mesa sobre segurança de jornalistas e fontes na Amazônia. Durante o encontro, apresentou experiências e protocolos adotados pela Cenarium em coberturas realizadas em áreas de conflito.
No debate, abordou a necessidade de avaliar os riscos antes do trabalho de campo e de considerar a experiência dos profissionais enviados a territórios sensíveis. Também tratou da importância de proteger as equipes e as pessoas entrevistadas durante a realização de investigações jornalísticas.
A participação no congresso relacionou a prática de direção editorial à responsabilidade pela preparação das equipes. Nesse contexto, a segurança aparece como uma etapa do planejamento da cobertura, especialmente em locais onde o trabalho de reportagem envolve riscos específicos.
Produção acadêmica e circulação de conhecimento
A relação de Paula com a pesquisa não se limita ao mestrado. Ela é coorganizadora da obra “Gênero, Trabalho e Lutas na Amazônia”, conforme os perfis divulgados pela Abraji e pelo Festival 3i.
A participação no livro acrescenta à sua trajetória uma dimensão ligada à elaboração e à circulação de conhecimento sobre questões sociais amazônicas. O tema se aproxima de sua pesquisa sobre mulheres indígenas e de sua produção jornalística sobre desigualdades, representação e direitos.
Em seus textos, Paula também aborda política, democracia, representatividade, questões ambientais e desinformação. Entre os assuntos presentes em entrevistas e editoriais estão a emergência climática, a participação indígena na política, as desigualdades de gênero e os efeitos da inteligência artificial sobre a informação e o debate eleitoral.
Essa produção combina o acompanhamento de acontecimentos contemporâneos com a análise de temas que afetam a vida pública. A atividade como autora se soma às funções exercidas em redações, na televisão, no rádio e na gestão de um veículo de comunicação.
Reconhecimento e participação profissional
Em 2025, Paula Litaiff foi indicada ao prêmio 100+ Admirados Jornalistas Brasileiros, promovido pelo Portal dos Jornalistas e pelo informativo Jornalistas&Cia. A indicação integrou o processo de votação da premiação.
Ela também participa de encontros profissionais voltados ao jornalismo e aos desafios da cobertura regional. A presença no congresso da Abraji, em 2025, colocou em discussão experiências relacionadas à segurança de jornalistas e fontes em áreas de conflito na Amazônia.
Essas atividades registram a participação da jornalista tanto na produção de conteúdo quanto nos debates sobre os métodos e as condições de trabalho da profissão. A atuação em eventos especializados se relaciona à experiência acumulada em diferentes formatos e áreas da comunicação.
Uma carreira construída em várias frentes
Ao longo da carreira, Paula Litaiff passou por funções distintas dentro do jornalismo. A repórter acompanhou ocorrências policiais, acontecimentos urbanos e disputas políticas. A comentarista interpretou fatos para o rádio e a televisão. A pesquisadora examinou a resistência de mulheres indígenas Kokama. A gestora passou a dirigir uma rede de comunicação sediada na Amazônia.
Essas frentes também se conectam em sua produção sobre a região. A cobertura da Rede Cenarium, os estudos acadêmicos e os textos sobre política, clima, representação e desinformação tratam de questões que envolvem a sociedade amazônica e suas relações com o restante do Brasil.
A trajetória combina experiência prática nas redações, formação voltada à compreensão das instituições e participação em projetos de pesquisa e audiovisual. A direção da Rede Cenarium acrescenta a responsabilidade pela organização de equipes e pela definição de projetos editoriais.
Com a Amazônia como eixo recorrente, a carreira de Paula Litaiff reúne reportagem, análise, pesquisa e gestão. O percurso inclui a atuação em veículos regionais e nacionais, a participação em uma produção documental da Netflix, a investigação acadêmica na Ufam e o debate sobre segurança para profissionais que trabalham em territórios de conflito.
Ver esta publicação no Instagram








