O Governo do Amazonas estabeleceu, por decreto, a proibição do uso do fogo por 120 dias em todo o estado durante o período de estiagem. A medida prevê exceções definidas em lei e integra as ações de resposta aos incêndios florestais e aos efeitos da seca.
Outro decreto declarou situação de emergência por 180 dias nas áreas afetadas por incêndios florestais e em todo o Amazonas devido à estiagem. Segundo a Defesa Civil, 47 municípios estão em emergência e 15 permanecem em alerta. Ao todo, 124.221 famílias foram atingidas.
Combate às queimadas
De acordo com o Governo do Amazonas, cerca de 1.500 servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, participam das operações de prevenção e combate às queimadas. As equipes contam com 18 aeronaves: 16 cedidas pelo Governo Federal e duas pelo governo estadual.
Entre 1º de junho e 28 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas registrou 3.914 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais. No mesmo intervalo, atuou no combate a 24.366 focos de incêndio, sendo 4.748 na capital e 19.618 no interior.
O estado também informou a contratação de 153 brigadistas florestais pelo programa Floresta em Pé, além da entrega de viaturas equipadas com kits de combate a incêndio e de equipamentos multimissão. A Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios, enquanto a Amazonas+Verde desenvolve ações em 33 cidades.
Fiscalização e assistência
A Operação Alerta Fogo fiscaliza o uso ilegal do fogo com drones e viaturas equipadas com internet via Starlink. Conforme a divulgação, multas e embargos podem ser aplicados em casos de infração. O monitoramento dos focos de calor é feito por imagens de satélite pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas.
Na assistência às famílias, o governo informou que a primeira fase da Operação Estiagem 2026 alcançou 15 municípios. Foram distribuídas 4.800 cestas básicas, 3.400 kits de limpeza, 3.060 caixas d’água de 500 litros, três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água.
Em Anamã e Rio Preto da Eva, foram enviadas mais de 13 toneladas de alimentos, além de 670 cestas básicas, 400 kits de limpeza e 200 caixas d’água. As entregas, segundo o governo, devem continuar conforme o monitoramento das condições hidrológicas e as demandas municipais.
Qualidade do ar
O boletim aponta que Parintins registrou concentração de partículas finas MP2,5 superior a 125 microgramas por metro cúbico em 24 horas, nível classificado como severo e associado à qualidade do ar “Péssima”. Outros municípios apresentaram níveis alto ou moderado de concentração.
Fonte: Governo do Amazonas.
Foto: Divulgação/Secom







