terça-feira, 27 de outubro de 2026
Cidades

Após exposição a áreas de mata, moradores de Manaus podem pedir exame de malária na rede municipal

A Semsa oferece diagnóstico e tratamento em 81 unidades, com testes rápidos e de gota espessa. A rede deve chegar a 106 estabelecimentos no primeiro semestre de 2027 e já inclui o exame no pré-natal, mesmo sem sintomas.
Após exposição a áreas de mata, moradores de Manaus podem pedir exame de malária na rede municipal
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus

Moradores de Manaus que apresentarem febre ou outros sinais compatíveis com malária após visitar áreas rurais, balneários, sítios ou regiões de mata podem solicitar o exame diretamente nas unidades municipais que oferecem o serviço. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), não é necessário passar por consulta médica antes do pedido.

A rede de diagnóstico e tratamento reúne atualmente 81 estabelecimentos, dos quais 43 estão distribuídos pelos distritos de saúde da zona urbana e 38 ficam na área rural. A Prefeitura de Manaus prevê ampliar esse número para 106 unidades no primeiro semestre de 2027 e alcançar todas as unidades da rede municipal até o fim do próximo ano.

Exposição pode ocorrer fora da área urbana

A Semsa afirma que a oferta do exame na cidade considera que a infecção costuma ocorrer principalmente em áreas rurais, periurbanas, balneários, sítios e locais próximos à mata. Como o período de incubação pode levar vários dias, os sintomas podem começar depois que a pessoa retorna para casa e procura uma unidade próxima.

Entre os sinais relacionados à doença estão febre, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo, fraqueza, náuseas e vômitos. A orientação da secretaria é que a população procure atendimento mesmo quando não relacionar imediatamente os sintomas a uma visita anterior a áreas de transmissão.

O diagnóstico pode ser feito por teste rápido ou pelo exame de gota espessa. Quando o resultado é positivo, o usuário é encaminhado para avaliação e início do tratamento, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a Semsa, a estratégia busca permitir o começo do tratamento em até 48 horas depois do surgimento dos sintomas.

Expansão planejada para 2027

O planejamento municipal prevê que a cobertura integral das unidades dos Distritos de Saúde Norte e Oeste seja alcançada no primeiro semestre de 2027. Na segunda metade do ano, a expansão deve avançar para os Distritos Leste e Sul.

A implementação do serviço inclui a capacitação de profissionais da recepção, enfermagem, medicina, farmácia e gestão. Os testes utilizados são disponibilizados principalmente pelo Ministério da Saúde, segundo a Prefeitura.

Até 23 de outubro de 2026, foram registrados 6.177 casos de malária com local provável de infecção no município, conforme dados da Vigilância Epidemiológica da Semsa. Desse total, 62 ocorreram em gestantes, 498 em idosos e 702 em crianças.

A maior concentração dos casos foi identificada no Distrito de Saúde Leste, especialmente nas regiões dos ramais do Brasileirinho e do Puraquequara. A secretaria relaciona o aumento da exposição ao mosquito à ocupação humana em áreas próximas à mata. Também há registros de transmissão nas zonas Norte, Leste e Oeste, principalmente nas proximidades de áreas de mata e igarapés.

Exame durante o pré-natal

A Semsa incluiu o teste de malária na rotina do pré-natal, inclusive para gestantes que não apresentam sintomas. A medida tem como objetivo identificar infecções assintomáticas e reduzir o risco de complicações durante a gravidez.

A secretaria também orienta o uso de repelente, roupas de mangas compridas e calças durante a permanência em áreas de transmissão. Outra recomendação é evitar a exposição aos mosquitos nos horários de maior atividade.

A malária é causada por parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada de fêmeas infectadas de mosquitos do gênero Anopheles. A Prefeitura informa que a relação das unidades municipais com diagnóstico e tratamento, incluindo endereços e horários, está disponível nos canais da Semsa.

Fonte: Prefeitura de Manaus.

Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus