sábado, 24 de outubro de 2026
Amazonas

Fumaça de municípios próximos é acompanhada por sensores da Defesa Civil em Manaus

Sistema em parceria com a UEA mede partículas em dois pontos da capital, classifica a qualidade do ar em cinco faixas e pode receber novos equipamentos.
Fumaça de municípios próximos é acompanhada por sensores da Defesa Civil em Manaus
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus

A Defesa Civil de Manaus acompanha a presença de fumaça na capital com sensores instalados em dois pontos da cidade. Os equipamentos medem a concentração de partículas no ar e integram o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), desenvolvido em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por meio de um termo de cooperação técnica.

Segundo o secretário-executivo de Proteção e Defesa Civil Municipal, coronel Lima Júnior, a fumaça que chega a Manaus está relacionada principalmente a queimadas registradas em municípios próximos e também em outros Estados. Ele citou localidades como Itacoatiara e Autazes, situadas na direção nordeste da capital.

Equipamentos estão em dois locais

Um dos sensores está instalado na sede da Defesa Civil Municipal, no bairro Compensa, na zona Oeste. O outro fica no ramal do Brasileirinho. A equipe técnica do órgão acompanha os dados para identificar alterações na concentração de material particulado, especialmente nos períodos de maior incidência de fumaça.

As medições incluem partículas provenientes da fumaça de queimadas. As informações são utilizadas no acompanhamento de riscos ambientais e podem subsidiar o planejamento de ações preventivas, além da emissão de alertas e da divulgação de orientações à população quando necessário.

Classificação considera concentração

O Selva organiza os resultados em cinco faixas de qualidade do ar e utiliza cores para facilitar a compreensão dos dados. De acordo com Guilherme Figliuolo, chefe da Divisão de Suporte da Defesa Civil, concentrações de até 25 são classificadas como boas. Entre 25 e 50, a condição é considerada moderada; de 50 a 75, ruim; de 75 a 125, muito ruim; e acima de 125, péssima.

Em dias recentes, Manaus registrou pontos enquadrados na faixa considerada péssima. Os maiores índices ocorreram no último fim de semana, quando os medidores apontaram média de 401,4 µg/m³ na manhã de sábado. A Prefeitura informou que esse foi um dos piores registros de qualidade do ar identificados na capital nos últimos anos e que o nível ficou dezenas de vezes acima do considerado ideal.

Dados apoiam ações preventivas

O monitoramento também contribui para o trabalho do Núcleo de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (NumaDec), que acompanha cenários de risco e auxilia na análise de informações ambientais.

Conforme Lima Júnior, as medidas preventivas são realizadas em conjunto com outras instituições. Ele mencionou as secretarias municipais de Saúde e Educação, além da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da UEA, como órgãos e parceiros envolvidos no trabalho com especialistas.

A Prefeitura de Manaus estuda instalar novos sensores em pontos estratégicos da capital. A possível ampliação da rede, segundo o secretário-executivo, permitiria obter informações de mais áreas e orientar a população de forma mais específica sobre os riscos relacionados à qualidade do ar.

Fonte: Prefeitura de Manaus.

Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus