A negligência foi o tipo de violação mais registrado pelo Centro Integrado de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa (CIPDI) em Manaus em 2025, com 1.764 ocorrências. O serviço também contabilizou casos de vulnerabilidade e risco social, violência psicológica, violência financeira e econômica, intimidação, perturbação e violência física.
Os dados foram divulgados pelo Governo do Amazonas durante a inauguração do quarto posto do CIPDI na capital, instalado no PAC Studio 5, na zona sul. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, com atendimento psicossocial, orientação jurídica e encaminhamentos.
Tipos de violações
Depois da negligência, os registros mais frequentes em 2025 foram de vulnerabilidade e risco social, com 1.433 casos; violência psicológica, com 786; violência financeira e econômica, com 683; intimidação e perturbação, com 634; e violência física, com 219.
No mesmo ano, o CIPDI realizou 10.827 atendimentos, cerca de 30% acima dos 8.280 registrados em 2024. Aproximadamente 56% dos atendimentos de 2025 foram destinados a mulheres. As faixas etárias com maior incidência de violações foram as de 60 a 69 anos, 70 a 79 anos e 80 a 89 anos.
Ampliação na zona sul
Até setembro de 2026, o serviço havia realizado 8.270 atendimentos nas três unidades que já estavam em funcionamento, com média de 43 atendimentos por dia útil. O novo posto amplia a presença do centro na cidade e também realiza registro de denúncias, visitas domiciliares, ações de conscientização e mediação de conflitos.
Em 2025, a zona leste concentrou 4.072 registros de violações de direitos da pessoa idosa. A zona norte teve 3.282 ocorrências, enquanto a zona sul contabilizou 923. Segundo a secretária de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, Jussara Pedrosa, esses números foram considerados na instalação de unidades em diferentes áreas de Manaus.
Além do posto do PAC Studio 5, o CIPDI mantém unidades nas zonas norte e leste e atendimento na região do Parque Dez, junto à Delegacia Especializada em Crimes contra a Pessoa Idosa. O serviço atua desde 2007. Denúncias também podem ser feitas pelo Disque 100 e pelos números 180 e 190, que recebem ligações 24 horas por dia.
Fonte: Governo do Amazonas.
Foto: Divulgação/Secom






