segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Pontos Turísticos

Ponte Jornalista Phelippe Daou: história, localização e importância para Manaus

A Ponte Jornalista Phelippe Daou, conhecida como Ponte Rio Negro, liga Manaus a Iranduba, atravessa o rio Negro e desempenha papel estratégico na mobilidade e na integração da Região Metropolitana de Manaus.

A Ponte Jornalista Phelippe Daou, conhecida popularmente como Ponte Rio Negro, é uma das principais obras de infraestrutura do Amazonas. Localizada entre Manaus e Iranduba, a estrutura atravessa o rio Negro e funciona como uma ligação estratégica entre a capital e municípios da Região Metropolitana de Manaus.

Além da importância para o deslocamento de moradores, o local se consolidou como um dos cartões-postais de Manaus. A ponte chama atenção pela extensão, pelo projeto estaiado e pela paisagem formada pelo rio Negro, especialmente nos períodos de nascer e pôr do sol.

Onde fica a Ponte Jornalista Phelippe Daou

A ponte está situada na ligação entre Manaus e Iranduba, no Amazonas, integrando o corredor da rodovia AM-070, conhecida como Rodovia Manoel Urbano. O acesso pelo lado de Manaus ocorre na região Oeste da cidade, enquanto a outra extremidade fica no município de Iranduba.

O ponto indicado no mapa está localizado nas proximidades das coordenadas 3°07’08,5″S e 60°04’43,6″W. Como a ponte se estende por vários quilômetros e possui acessos em municípios diferentes, o endereço de referência pode variar conforme o sentido da viagem e o ponto de entrada escolhido.

Extensão e características da ponte

A Ponte Jornalista Phelippe Daou tem aproximadamente 3,6 quilômetros de extensão. A Prefeitura de Manaus registra 3.585 metros de comprimento, enquanto levantamentos técnicos utilizam a medida de 3.595 metros para a estrutura completa. A diferença decorre da forma de medição adotada em cada referência.

O trecho principal é formado por uma ponte estaiada, com cabos ligados ao mastro central. A estrutura possui quatro faixas de tráfego, duas em cada sentido, além de áreas laterais destinadas à circulação de pedestres. O vão estaiado central tem cerca de 400 metros, uma solução que permite ampliar o espaço para a navegação no leito do rio.

O projeto transformou a travessia do rio Negro em um marco da engenharia na Amazônia. A dimensão da obra, as condições do terreno e a necessidade de manter a navegação exigiram soluções específicas para a construção e para a proteção dos pilares.

Quando a Ponte Rio Negro foi inaugurada

A ponte foi inaugurada em 24 de outubro de 2011, data do aniversário de Manaus. Na ocasião, recebeu o nome de Ponte Rio Negro, denominação que permanece amplamente utilizada pela população e em referências turísticas.

Em 2017, o Governo do Amazonas oficializou a mudança do nome para Ponte Jornalista Phelippe Daou, em homenagem ao jornalista e empresário amazonense, um dos fundadores da Rede Amazônica. Mesmo após a alteração, Ponte Rio Negro continuou sendo o nome mais conhecido do monumento.

Importância para Manaus e Iranduba

Antes da inauguração, a travessia entre Manaus e municípios da margem oposta dependia principalmente de embarcações. A ponte alterou a logística regional ao criar uma conexão rodoviária permanente entre a capital e cidades como Iranduba, Manacapuru e Novo Airão, com acesso pela AM-070.

A ligação também facilitou o transporte de pessoas, mercadorias e produtos agrícolas. Iranduba possui atividades relacionadas à produção rural e ao setor cerâmico, e a conexão terrestre ampliou a integração econômica com Manaus.

O impacto ultrapassa a mobilidade. A ponte contribuiu para a expansão urbana e imobiliária no entorno de Manaus e Iranduba, além de estimular a circulação turística por áreas de interesse ambiental, comunidades, balneários e empreendimentos localizados ao longo da Rodovia Manoel Urbano.

Ponte como atração turística de Manaus

A Ponte Jornalista Phelippe Daou também é procurada por moradores e visitantes interessados em observar a paisagem amazônica. O contraste entre a estrutura metálica, o céu aberto e a extensão do rio Negro faz do local um dos cenários mais conhecidos da capital amazonense.

A ponte, no entanto, é principalmente uma via de tráfego. Não se trata de um mirante convencional nem de um espaço turístico com estrutura completa de visitação. Quem pretende fotografar a paisagem deve priorizar locais permitidos, respeitar a sinalização e evitar paradas em áreas de circulação ou acostamento.

Também é importante verificar as condições de trânsito antes do deslocamento. Eventos esportivos, culturais ou ações especiais podem provocar alterações temporárias na circulação. Em agosto de 2026, a Defensoria Pública do Amazonas informou que passou a apurar os impactos de eventos realizados na ponte e seus efeitos sobre o tráfego entre Manaus, Iranduba e outros municípios da região. ([defensoria.am.def.br](https://defensoria.am.def.br/2026/08/31/eventos-na-ponte-jornalista-phelippe-daou-levam-defensoria-a-apurar-impactos-no-transito/?utm_source=openai))

Manutenção e segurança da estrutura

Por ser uma ligação essencial para a Região Metropolitana de Manaus, a ponte exige manutenção contínua. Entre os serviços necessários estão a conservação do pavimento, a sinalização viária, a iluminação, a proteção dos pilares e o sistema de sinalização náutica.

Relatório do Governo do Amazonas informa que a manutenção do sistema de sinalização náutica e de proteção dos pilares foi concluída em 2023. O documento também registra intervenções na sinalização e no pavimento das cabeceiras da ponte. ([amazonas.am.gov.br](https://www.amazonas.am.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/Mensagem-Governamental-2026-%E2%80%93-Relatorio-de-Atividades-2025.pdf?utm_source=openai))

A proteção dos pilares é especialmente relevante porque o rio Negro é utilizado por embarcações de diferentes portes. A sinalização náutica ajuda a orientar o tráfego fluvial e reduz os riscos de colisões com os elementos de sustentação da ponte.

O que saber antes de passar pela Ponte Rio Negro

Para quem vai atravessar a ponte, a recomendação é observar os limites de velocidade, manter distância segura dos demais veículos e não parar em locais proibidos. Em períodos de chuva intensa, baixa visibilidade ou grande movimento, a atenção deve ser redobrada.

Motoristas que seguem para Iranduba, Manacapuru ou Novo Airão devem considerar a ponte como parte do trajeto da AM-070 e planejar o deslocamento com antecedência. Em feriados e datas de grande fluxo, a passagem pode ficar mais movimentada, sobretudo nos horários de saída e retorno a Manaus.

Com sua função viária, relevância econômica e presença marcante na paisagem, a Ponte Jornalista Phelippe Daou permanece como um dos símbolos contemporâneos do Amazonas. Mais do que uma travessia sobre o rio Negro, ela representa a integração entre Manaus, Iranduba e diferentes áreas da Região Metropolitana.

Localização no Google Maps

Ponte Jornalista Phelippe Daou, conhecida como Ponte Rio Negro
Pte. Jorn. Phelippe Daou

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