O monitoramento realizado na manhã desta sexta-feira (30/10) identificou cinco níveis de qualidade do ar entre os municípios do Amazonas, de “boa” a “péssima”. Parintins apresentou a pior classificação, enquanto Anamã, Atalaia do Norte, Beruri, Canutama, Coari, Eirunepé, Guajará, Lábrea, Maraã, São Gabriel da Cachoeira e Urucará ficaram na categoria “boa”.
Municípios com ar mais comprometido
Além de Parintins, classificado como “péssimo”, cinco municípios registraram condições “muito ruins”: Barreirinha, Iranduba, Itapiranga, Maués e São Sebastião do Uatumã. A categoria “ruim” incluiu Autazes, Boca do Acre, Careiro da Várzea, Itacoatiara, Manaus, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Silves e Urucurituba.
Outros 22 municípios apareceram na classificação “moderada”, entre eles Alvarães, Barcelos, Benjamin Constant, Borba, Humaitá, Manicoré, Tabatinga e Tefé. A Defesa Civil relaciona os dados ao boletim sobre a estiagem divulgado pelo Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais.
Situação dos municípios e assistência
De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, 146.425 famílias foram atingidas pelo desastre de estiagem. Quarenta e sete municípios estão em situação de emergência e outros 15 permanecem em alerta. Manaus está entre as cidades classificadas em alerta, enquanto Parintins integra a relação de municípios em emergência.
Em 27 de outubro, o Governo do Amazonas informou o envio de mais de 13 toneladas de alimentos para Anamã e Rio Preto da Eva. Os dois municípios receberão, juntos, 670 cestas básicas, 400 kits de limpeza e 200 caixas d’água de 500 litros.
Com essa remessa, a primeira fase da Operação Estiagem 2026 alcançou 15 municípios. O balanço estadual soma 4.800 cestas básicas, aproximadamente 96 toneladas de alimentos, 3.400 kits de limpeza, 3.060 caixas d’água de 500 litros, três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água. A continuidade das ações dependerá do monitoramento das condições hidrológicas e das demandas municipais.
Combate aos incêndios
O Estado também informou a mobilização de cerca de 1.500 servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, com apoio de 18 aeronaves: 16 do Governo Federal e duas do Governo do Amazonas. Entre 1º de junho e 29 de outubro, o Corpo de Bombeiros contabilizou 3.921 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e atuou no combate a 24.390 focos, sendo 4.748 na capital e 19.642 no interior.
Entre as ações citadas estão a contratação de 153 brigadistas pelo programa Floresta em Pé e as operações Tamoiotatá, Amazonas+Verde e Alerta Fogo. Esta última fiscaliza o uso ilegal do fogo com drones e viaturas equipadas com internet via Starlink, podendo aplicar multas e embargos em casos de infração.
Fonte: Governo do Amazonas.
Foto: Divulgação/Secom







