segunda-feira, 28 de setembro de 2026
SAÚDE

Prevenção contra doenças respiratórias: cuidados importantes para a população do Amazonas

A prevenção contra doenças respiratórias no Amazonas envolve manter a vacinação em dia, adotar hábitos de higiene, evitar ambientes fechados e tomar cuidados adicionais durante períodos de fumaça e baixa qualidade do ar.

A prevenção contra doenças respiratórias é uma medida importante para proteger a saúde da população do Amazonas durante todo o ano. Gripe, resfriado, bronquite, bronquiolite, asma, pneumonia e outras condições podem afetar pessoas de diferentes idades, mas crianças pequenas, idosos, gestantes e pacientes com doenças crônicas tendem a apresentar maior risco de complicações.

Além da circulação de vírus respiratórios, a população amazonense precisa lidar, em determinados períodos, com fumaça proveniente de queimadas, calor, baixa umidade e alterações na qualidade do ar. Esses fatores podem irritar as vias respiratórias e agravar sintomas em pessoas com asma, bronquite e outras doenças pulmonares. Por isso, a prevenção deve combinar vacinação, higiene, ventilação dos ambientes, redução da exposição a poluentes e busca adequada por atendimento.

Por que a prevenção é importante

Doenças respiratórias podem ser transmitidas por partículas eliminadas durante a fala, a tosse e o espirro, além do contato com mãos, objetos e superfícies contaminadas. Em locais fechados, com pouca circulação de ar ou grande concentração de pessoas, o risco de transmissão pode aumentar.

Medidas simples reduzem a possibilidade de infecção e ajudam a proteger pessoas mais vulneráveis. O Ministério da Saúde recomenda a chamada etiqueta respiratória, que inclui cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, higienizar as mãos e evitar contato próximo com pessoas que apresentam sintomas gripais.

A prevenção também contribui para reduzir a procura por serviços de urgência e para evitar o agravamento de quadros que poderiam ser acompanhados na atenção básica. No caso de pessoas que já têm doenças respiratórias ou cardíacas, o cuidado deve ser mantido de forma contínua, inclusive fora dos períodos de maior circulação de vírus.

Manter a vacinação em dia

A vacinação é uma das principais formas de prevenir doenças e reduzir o risco de complicações. O Calendário Nacional de Vacinação reúne as vacinas indicadas para diferentes fases da vida e pode ser consultado nos canais oficiais do Ministério da Saúde.

No caso das doenças respiratórias, é importante verificar as orientações vigentes para vacinas contra influenza, covid-19 e outras infecções preveníveis por imunização. As recomendações podem variar conforme a idade, a condição de saúde, a gestação e a definição das campanhas públicas.

Quem perdeu uma dose ou não sabe se o esquema está completo deve procurar uma unidade de saúde para conferir a situação vacinal. A ausência da caderneta não impede a busca por orientação. A equipe pode avaliar os registros disponíveis e indicar as doses necessárias, conforme as regras do Sistema Único de Saúde.

A vacinação não substitui os demais cuidados. Mesmo pessoas vacinadas devem manter a higiene das mãos, a ventilação dos ambientes e a atenção aos sintomas, especialmente quando convivem com indivíduos de maior risco.

Adotar a etiqueta respiratória

Ao tossir ou espirrar, cubra o nariz e a boca com o antebraço ou utilize um lenço descartável. O lenço deve ser descartado logo após o uso, e as mãos precisam ser higienizadas em seguida.

Também é recomendado evitar tocar os olhos, o nariz e a boca com as mãos não higienizadas. Talheres, copos, garrafas, toalhas e outros objetos de uso pessoal não devem ser compartilhados quando houver alguém com sintomas respiratórios em casa.

Se a pessoa estiver com tosse, coriza, dor de garganta, febre ou outros sinais compatíveis com uma infecção respiratória, deve reduzir o contato próximo com outras pessoas sempre que possível. Em situações específicas, o uso de máscara pode ser indicado, principalmente em locais fechados, no transporte coletivo, em unidades de saúde ou quando houver contato com pessoas vulneráveis.

Higienizar as mãos e os ambientes

Lavar as mãos com água e sabão é uma das medidas mais simples para reduzir a transmissão de microrganismos. A higienização deve ser feita especialmente antes das refeições, depois de tossir ou espirrar, após assoar o nariz, ao chegar da rua e depois de usar o transporte coletivo.

Quando não houver água e sabão disponíveis, pode-se utilizar preparação alcoólica adequada para as mãos. A limpeza deve alcançar palmas, dorso, entre os dedos, polegares e pontas dos dedos.

Superfícies e objetos de uso frequente, como maçanetas, celulares, mesas e brinquedos, devem ser limpos quando estiverem sujos. Em casas com crianças pequenas, a atenção precisa ser redobrada, pois brinquedos e utensílios são frequentemente levados à boca.

Ventilar os espaços e evitar aglomerações

Ambientes ventilados ajudam a diminuir a concentração de partículas respiratórias no ar. Sempre que possível, mantenha portas e janelas abertas para favorecer a circulação, desde que isso não aumente a entrada de fumaça ou poluentes no imóvel.

Em períodos de maior circulação de vírus, é prudente evitar aglomerações desnecessárias e permanecer menos tempo em locais fechados e lotados. Essa recomendação é especialmente importante para bebês, idosos, gestantes e pessoas com imunidade reduzida ou doenças crônicas.

Escolas, locais de trabalho, igrejas, embarcações, unidades de atendimento e outros espaços coletivos devem manter rotinas de limpeza e buscar condições adequadas de ventilação. Pessoas com sintomas devem ser orientadas a procurar atendimento e evitar expor colegas, familiares e demais usuários.

Cuidados durante períodos de fumaça no Amazonas

A fumaça de queimadas pode conter partículas e gases capazes de irritar os olhos e as vias respiratórias. Segundo o Ministério da Saúde, a exposição pode agravar sintomas de pessoas com asma, bronquite e outras doenças pulmonares.

Durante períodos de baixa qualidade do ar, a população deve acompanhar alertas oficiais e evitar atividades físicas intensas ao ar livre. Caminhadas, corridas, ciclismo e outros exercícios aumentam a frequência respiratória e podem elevar a quantidade de poluentes inalados.

A recomendação prioritária é permanecer em ambientes internos protegidos da fumaça. Quando possível, mantenha portas e janelas fechadas nos horários de maior concentração de poluentes e evite que a fumaça entre no local de permanência. Também é importante beber água regularmente para ajudar a manter as membranas respiratórias hidratadas.

Se for necessário sair, o Ministério da Saúde orienta o uso correto de máscaras do tipo N95, PFF2 ou P100, que podem reduzir a inalação de partículas. A máscara precisa estar bem ajustada ao rosto, sem folgas nas laterais. Máscaras de tecido, lenços e bandanas não oferecem a mesma proteção contra partículas presentes na fumaça.

Crianças menores de 5 anos, idosos, gestantes e pessoas com doenças cardíacas, respiratórias ou imunológicas precisam de atenção especial. Quem utiliza medicamentos de uso contínuo deve manter o tratamento conforme orientação profissional e evitar alterar doses por conta própria.

Como proteger crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas

Os responsáveis devem observar mudanças no comportamento, na alimentação, no sono e na respiração das crianças. Bebês podem apresentar sinais de piora com rapidez, principalmente quando têm dificuldade para mamar ou beber líquidos, respiração acelerada ou cansaço incomum.

Idosos e pessoas com asma, bronquite, doença pulmonar obstrutiva crônica, doenças cardíacas ou baixa imunidade devem reduzir a exposição a vírus e poluentes. Em períodos de fumaça, é importante acompanhar a qualidade do ar e organizar previamente os medicamentos prescritos, sem iniciar remédios ou suspender tratamentos sem orientação profissional.

O Ministério da Saúde também destaca a importância de manter consultas e vacinação em dia, proteger bebês da fumaça de cigarro e garantir, quando possível, o aleitamento materno. Essas medidas ajudam a reduzir o risco de infecções e de formas graves em crianças pequenas.

Quando procurar atendimento de saúde

Sintomas leves, como coriza, espirros e tosse, podem ocorrer em resfriados e outras infecções. Ainda assim, a evolução do quadro deve ser acompanhada. A pessoa deve procurar uma unidade de saúde quando os sintomas forem persistentes, intensos ou estiverem piorando.

De acordo com orientação do Ministério da Saúde, sinais como tosse persistente, dificuldade para respirar, febre acima de 38°C e chiado no peito exigem avaliação profissional.

Em crianças pequenas, é necessário buscar atendimento imediato diante de dificuldade ou respiração muito rápida, lábios ou extremidades arroxeados, pausas na respiração, sonolência excessiva, prostração, dificuldade para se alimentar ou retração da pele entre as costelas durante a respiração.

Em situações de emergência, a orientação é procurar o serviço de saúde mais próximo ou acionar os canais oficiais de emergência. Não é recomendado esperar a piora do quadro nem utilizar antibióticos, corticoides ou outros medicamentos por conta própria.

Prevenção depende de cuidados contínuos

No Amazonas, a prevenção contra doenças respiratórias precisa considerar tanto a circulação de vírus quanto as condições ambientais que podem afetar a qualidade do ar. A combinação de vacinação, higiene das mãos, etiqueta respiratória, ventilação adequada e proteção contra a fumaça reduz riscos para a população.

Também é importante acompanhar comunicados das autoridades de saúde, manter os cuidados com grupos vulneráveis e procurar atendimento diante de sinais de alerta. Medidas simples, adotadas no cotidiano e reforçadas nos períodos de maior risco, ajudam a evitar complicações e protegem toda a comunidade.