A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) orienta que pessoas com vida sexual ativa que não utilizam preservativo em todas as relações façam o teste para sífilis pelo menos uma vez por ano. A recomendação foi apresentada durante o “Dia D” de mobilização contra a doença, realizado em 14 de outubro na Unidade de Saúde da Família (USF) José Rayol dos Santos, no bairro Chapada, zona Centro-Sul de Manaus.
A atividade integrou a programação do “Outubro Verde”, campanha nacional de combate à sífilis e à sífilis congênita. Durante a ação, as equipes ofereceram testes rápidos para sífilis, kits de autoteste de HIV, preservativos e materiais informativos. Também foram repassadas orientações sobre prevenção e a necessidade de completar o tratamento quando há diagnóstico da infecção.
Teste rápido
Segundo Ylara Costa, técnica do Núcleo de Controle de HIV/Aids, Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e Hepatites Virais (Nucist) da Semsa, o teste para sífilis é feito com uma gota de sangue coletada na ponta do dedo e leva cerca de 30 minutos. A profissional afirmou que o exame está disponível em todas as unidades da rede básica municipal e também em ações de saúde realizadas fora das unidades.
A técnica relacionou o aumento das notificações à maior disponibilidade dos testes rápidos, mas também apontou a redução do uso de preservativos entre pessoas com mais de 18 anos como um desafio. Conforme a orientação apresentada na mobilização, o preservativo é a forma de prevenção da sífilis durante as relações sexuais.
Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), monitorados pelo Nucist, indicam que Manaus registrou, em 2026, média mensal de 361 notificações de sífilis adquirida em adultos, sem considerar gestantes. Em 2025, a média havia sido de 322 casos por mês, uma diferença de 12,1%.
Registros entre gestantes
Também houve aumento na média mensal de notificações entre gestantes. O indicador passou de 198 casos em 2025 para 208 em 2026, crescimento de 5,1%. Já a sífilis congênita, transmitida da gestante para o bebê, alcançou média mensal de 33 casos neste ano, contra 24 no ano anterior, alta de 37,5%.
A diretora de Vigilância Epidemiológica, Ambiental, Zoonoses e da Saúde do Trabalhador, Marinélia Ferreira, destacou que o tratamento da sífilis utiliza medicação injetável e deve ser concluído, especialmente durante a gestação. A doença pode ser transmitida ao bebê e, por isso, a gestante precisa realizar o exame, iniciar o tratamento quando necessário e manter o acompanhamento até o nascimento.
Além da testagem para sífilis, a rede municipal informa que disponibiliza exames para HIV e hepatites virais e preservativos durante todo o ano, não apenas no período do “Outubro Verde”.
Pré-natal
O Ministério da Saúde recomenda a realização do teste de sífilis na primeira consulta do pré-natal, preferencialmente no primeiro trimestre, com repetição no terceiro trimestre e no momento do parto ou em caso de aborto. Em Manaus, a Semsa informou que ampliou a estratégia em 2026 e passou a realizar, no mínimo, três testagens durante a gestação, incluindo uma etapa no segundo trimestre.
O subsecretário municipal de Gestão da Saúde da Semsa, Djalma Coelho, afirmou que a campanha busca informar a população sobre a doença, os riscos, as formas de prevenção e o diagnóstico precoce oferecido gratuitamente na rede de Atenção Primária à Saúde.
A mobilização também contou com a participação de Fabiano Soares, representante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids (RNP+ Brasil) e adjunto da Aliança Nacional LGBTI. Ele destacou a importância do acesso a informações, prevenção e acompanhamento de infecções sexualmente transmissíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Fonte: Prefeitura de Manaus.


