A Prefeitura de Manaus informou que mantém medidas preventivas diante da piora da qualidade do ar provocada pela fumaça das queimadas e que utiliza a Defesa Civil, canais de denúncia, drones e caminhões-pipa no enfrentamento dos efeitos do período. A situação foi discutida em uma reunião extraordinária com autoridades estaduais e federais realizada no sábado (10), na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
O encontro também ocorreu após a chegada de seis das 11 aeronaves destinadas pelo governo federal ao Amazonas para reforçar o combate aos incêndios florestais. Quatro aviões e dois helicópteros pousaram na Base Aérea de Manaus, no Aeroporto de Ponta Pelada. As demais aeronaves estavam a caminho do Estado, segundo a Prefeitura.
Medidas adotadas na capital
Como medida preventiva de proteção à saúde pública, a administração municipal suspendeu as aulas da rede municipal de ensino e o atendimento presencial nos órgãos da administração direta e indireta. A suspensão de eventos ao ar livre promovidos pela Prefeitura foi prorrogada até segunda-feira (12).
Na sexta-feira (9), a concentração de poluentes atmosféricos em Manaus atingiu níveis classificados como críticos e, conforme a divulgação municipal, ficou quase quatro vezes acima do limite considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A Defesa Civil Municipal informou que realiza monitoramento 24 horas. O município também disponibilizou o número 153, da Guarda Civil, para denúncias relacionadas a infrações ambientais. De acordo com a Prefeitura, drones são empregados no acompanhamento das áreas e caminhões-pipa ajudam a umedecer regiões arborizadas e a reduzir o ressecamento.
Focos de calor no Amazonas
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) citados pela Prefeitura apontam que o Amazonas registrou 3.726 focos de calor em setembro, contra 942 no mesmo mês do ano anterior. Nos primeiros dias de outubro, foram contabilizados outros 832 focos no Estado.
A administração municipal afirmou que Manaus representa 0,6% do total de queimadas registradas no Amazonas. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Fransuá Mattos, parte da fumaça que chega à capital está relacionada a incêndios em outras regiões do Estado.
“Toda ajuda é importante, do Governo do Estado, do governo federal. A gente sabe que Manaus tem apenas 0,6% do total de queimadas do Estado e que boa parte do que a gente está passando hoje, com qualidade do ar péssima, é justamente dessas queimadas que estão acontecendo em outras regiões do Estado, mas que afetam o nosso dia a dia”, declarou.
Reunião entre governos
A reunião teve como objetivo alinhar e intensificar uma ação conjunta de combate aos incêndios florestais no Amazonas e à poluição do ar. Participaram os ministros João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional, além de representantes do governo estadual e da Prefeitura de Manaus.
Pelo município, estiveram presentes Fransuá Mattos, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade; o secretário-executivo de Proteção e Defesa Civil, tenente-coronel Lima Júnior; o secretário-chefe da Casa Civil, Célio Guedes; o superintendente do Centro de Cooperação da Cidade, Sandro Diz; e a titular da Secretaria Municipal de Comunicação, Camila Silva.
Lima Júnior afirmou que o apoio federal é importante para o Estado e para a capital e disse que o município está à disposição para auxiliar cidades próximas afetadas pelos incêndios. A Prefeitura relacionou o avanço das queimadas à estiagem severa, à redução das chuvas em Manaus desde agosto e ao uso ilegal do fogo para limpeza de áreas e manejo de pastagens.
Fonte: Prefeitura de Manaus.
