quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Cidades

Após queixa de falta de água no Alvorada, consumidor recebe ordem de serviço de até 24 horas

Moradores do Alvorada, em Manaus, afirmam que estão há dias sem abastecimento e cobram explicações da Águas de Manaus. Um consumidor relatou ter recebido a informação de que não havia ocorrência registrada na região e teve uma ordem de serviço aberta, com prazo de até 24 horas para atendimento.
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Moradores do bairro Alvorada, em Manaus, relatam que estão há dias sem abastecimento de água e afirmam ter recorrido a alternativas improvisadas para realizar atividades básicas em casa. As queixas mencionam os conjuntos Juruá, Ajuricaba e Belvedere e foram compartilhadas na quarta-feira (30), em um grupo de vizinhos e nas redes sociais.

Um consumidor que entrou em contato com a Águas de Manaus disse ter recebido a informação de que não havia registro de falta de água na área. Depois da ligação, segundo o relato, foi aberta uma ordem de serviço vinculada à matrícula do imóvel, com prazo de até 24 horas para atendimento.

O prazo informado ao morador não representa, necessariamente, uma previsão de restabelecimento do abastecimento. Nos registros apresentados, também não há confirmação de que a solicitação abranja todos os imóveis afetados ou de que a água retornaria dentro desse período.

Moradores relatam reservatórios vazios

As reclamações indicam que a interrupção já durava alguns dias, embora o material disponível não permita definir quando o problema começou. Também não é possível estabelecer quantos imóveis foram atingidos ou se a falta de água ocorria de forma contínua em todas as ruas citadas.

Com os reservatórios domésticos esvaziados, moradores disseram que passaram a utilizar água de piscina e a recolher a água eliminada por aparelhos de ar-condicionado. As alternativas foram relatadas como forma de atender necessidades básicas dentro das residências.

“Aqui estamos aparando água do ar-condicionado para lavar as mãos e colocar no vaso sanitário. E pagamos água cara”, escreveu uma moradora em um grupo de WhatsApp que reúne vizinhos da rua Cândido Honório.

Em outra publicação, feita no Instagram, uma pessoa afirmou que a falta de abastecimento alcançava o conjunto Juruá, o Ajuricaba e áreas próximas. Segundo a mensagem, algumas famílias já estavam com as caixas-d’água vazias e recorriam à água de piscina para tarefas básicas.

Mensagens tentam identificar extensão do problema

No grupo de vizinhos, os moradores trocaram informações para verificar se a interrupção estava restrita a alguns imóveis ou se atingia uma área mais ampla. Uma das mensagens mencionou uma residente da rua Antônio Plácido que também estaria sem abastecimento.

A mesma mensagem citou os conjuntos Ajuricaba e Belvedere. A troca de relatos, no entanto, não permite confirmar se todas as ruas mencionadas enfrentavam a mesma situação ou se havia diferenças entre os imóveis e os pontos de abastecimento.

Imagens de comentários publicados nas redes sociais também mostram reclamações de falta de água no Santa Inês, no bairro Jorge Teixeira, e no Parque dos Buritis. O material apresentado não traz informação que permita relacionar essas ocorrências ao problema relatado no Alvorada.

Consumidor diz ter recebido prazo de até 24 horas

Um morador afirmou que telefonou para a concessionária na quarta-feira (30) e ouviu de uma atendente que não havia registro de falta de água na área consultada.

“Liguei agora e falei com uma atendente. Nos registros deles, não consta falta d’água aqui na área”, relatou.

Após o contato, de acordo com o consumidor, a empresa abriu uma ordem de serviço vinculada à matrícula do imóvel. O prazo informado para o atendimento foi de até 24 horas.

A informação recebida não esclarece se o prazo se refere apenas à verificação da ocorrência ou se estaria relacionado a alguma medida para normalizar o abastecimento. O relato apresentado também não confirma que a água seria restabelecida nesse intervalo.

Não há, no material disponível, indicação sobre como a solicitação foi classificada no sistema da concessionária, nem se outros moradores registraram reclamações individuais sobre o mesmo problema.

Concessionária informa que não havia manutenção registrada

Em um e-mail enviado na manhã de quarta-feira, em resposta a uma reclamação de consumidor, a Águas de Manaus informou que consultou o sistema e não encontrou registro de manutenção em andamento na localidade naquele momento.

A empresa pediu que o destinatário confirmasse se o imóvel continuava sem abastecimento. Segundo a mensagem, a confirmação permitiria a realização de verificações e o encaminhamento do atendimento.

A resposta apresentada pela concessionária trata da ausência de manutenção registrada, mas não informa a causa da falta de água relatada pelo consumidor. Também não apresenta previsão de normalização para os imóveis mencionados nas reclamações.

No mesmo e-mail, a empresa indicou canais de atendimento, entre eles o telefone e WhatsApp 0800 092 0195 e o chat disponível no site da concessionária.

Moradores questionam respostas recebidas

Além da interrupção no abastecimento, moradores relataram insatisfação com o andamento das solicitações enviadas à concessionária. Em uma mensagem publicada no grupo de WhatsApp, uma pessoa afirmou que recebia respostas aos e-mails encaminhados, mas que a falta de água permanecia.

Outros participantes disseram ter a impressão de que as mensagens recebidas eram automáticas. Essa avaliação pertence aos moradores e não pode ser confirmada pelos registros apresentados, que não permitem determinar como as respostas foram produzidas.

Nas redes sociais, as cobranças também pediam que a Águas de Manaus verificasse o abastecimento nos conjuntos Juruá, Ajuricaba e Belvedere e nas ruas citadas pelos consumidores.

Relatos continuavam na tarde de quarta-feira

Até a tarde de quarta-feira (30), moradores ainda informavam que permaneciam sem água. As respostas apresentadas pela concessionária não traziam uma explicação para a interrupção nem uma previsão de restabelecimento para todas as áreas mencionadas.

Os relatos compartilhados apontam diferentes pontos de possível falta de abastecimento, mas não permitem dimensionar a extensão do problema. Também não há informação suficiente para confirmar se as ocorrências registradas nas redes sociais tinham uma causa comum.

Enquanto aguardavam atendimento, os moradores continuavam relatando o uso de água de piscina e de aparelhos de ar-condicionado para tarefas domésticas. A ordem de serviço aberta após o contato de um consumidor tinha prazo de até 24 horas para atendimento, sem confirmação de que o período corresponderia ao retorno da água nos demais imóveis.