A prevenção da sífilis congênita em Manaus é relacionada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) ao início precoce do pré-natal, à testagem durante a gestação e à conclusão do tratamento quando há diagnóstico. As orientações integram a campanha Outubro Verde, realizada pela Prefeitura de Manaus em 2026.
A transmissão vertical ocorre quando a bactéria passa da gestante para a criança. Segundo a Semsa, a exposição pode acontecer principalmente durante a gestação, no ambiente intrauterino, e também no parto. A infecção é causada pela bactéria Treponema pallidum e pode ser transmitida por relações sexuais sem preservativo.
Testagem ao longo da gravidez
O Ministério da Saúde recomenda exames no primeiro e no último trimestre da gestação. Em março de 2026, uma nota informativa do Comitê Municipal de Prevenção da Transmissão Vertical orientou a rede de Manaus a incluir uma terceira testagem, no segundo trimestre.
De acordo com a técnica do Núcleo de Controle de HIV/Aids, Infecção Sexualmente Transmissível e Hepatites Virais da Semsa, Ylara Costa, o exame adicional pode identificar infecções recentes, novas exposições ocorridas durante a gravidez e reinfecções. A avaliação também pode auxiliar nos casos em que o primeiro teste foi realizado durante a janela imunológica, período em que a infecção ainda pode não ser detectada.
O teste rápido está disponível nas unidades de saúde da rede municipal. O procedimento utiliza uma gota de sangue e o resultado fica pronto, em média, em 30 minutos. A Semsa recomenda que mulheres que desejam engravidar ou já estejam grávidas procurem o serviço de saúde o quanto antes para iniciar o acompanhamento.
Tratamento precisa ser concluído
Em adultos, o tratamento exige, na maioria dos casos, três aplicações de penicilina, com intervalo de sete dias entre as doses. Quando o período entre as aplicações chega a sete ou nove dias, o esquema precisa ser reiniciado, conforme a orientação apresentada pela Semsa.
A secretaria informa que parte dos pacientes deixa de retornar para as doses seguintes por medo da dor, preconceito ou por interpretar o desaparecimento dos sintomas como sinal de cura. A ausência de sinais, porém, não significa que a infecção tenha sido eliminada. A Semsa afirma realizar busca ativa e ações de orientação para tentar recuperar pacientes que interromperam o tratamento.
Ylara Costa afirma que, quando o tratamento é iniciado tardiamente, aumentam as chances de consequências para a criança. Segundo a profissional, a possibilidade de transmissão pode chegar a 80% no primeiro ano da infecção, período em que a carga da bactéria no sangue da gestante é maior.
Notificações em 2026
Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, citados pela Prefeitura, indicam média mensal de 208 notificações de sífilis em gestantes em 2026. Em 2025, a média informada era de 198 casos por mês, o que representa aumento de 5,1%.
As notificações de sífilis congênita também cresceram na comparação apresentada. A média mensal passou de 24 casos em 2025 para 33 em 2026, alta de 37,5%.
Além do acompanhamento pré-natal e da testagem, a Semsa orienta o uso de preservativos e recomenda que pessoas com vida sexual ativa façam ao menos um teste anual para infecções sexualmente transmissíveis. A secretaria também destaca a importância de que as parcerias sexuais sejam informadas e acompanhadas quando houver diagnóstico.
Fonte: Prefeitura de Manaus.
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus







